A plaquetopenia, também chamada de trombocitopenia, consiste na diminuição do número de plaquetas produzidas pela medula óssea ou quando muitas plaquetas são destruídas ou até mesmo se acumulam dentro do baço aumentado. Essas situações fazem com que a coagulação do sangue seja prejudicada, o que leva a pessoa a apresentar sintomas como sangramentos no nariz, gengiva, urina e também nos ferimentos, além de manchas roxas ou avermelhadas na pele.

Causas


Existem diversas situações que podem causar a diminuição da quantidade de plaquetas, provocando a plaquetopenia, tais como: leucemia ou em outros distúrbios da medula óssea; infecções pelo vírus da hepatite C, pelo vírus HIV; vírus de Epstein-Barr, que causa a mononucleose; por outros vírus; infecções, como a dengue; uso de remédios, como heparina; doenças relacionadas com a imunidade; falta de ácido fólico e vitamina B12.

Sintomas


A Hemorragia na pele pode ser o primeiro sinal de uma baixa contagem de plaquetas. Vários pontos vermelhos bem pequenos aparecem com frequência na pele, sendo mais recorrente na parte inferior das pernas, pequenas lesões também podem causar hematomas. Além desses sintomas, a pessoa com plaquetopenia pode apresentar outros que já foram mencionados acima, sendo eles:

Sangramentos pelo nariz e/ou gengiva;

Sangramentos nas fezes, urinas e vômitos;

Menstruações com maior fluxo;

Manchas roxas e avermelhadas na pele, como hematomas ou equimoses;

Feridas que não cicatrizam e não param de sangrar.

Estes sintomas podem ocorrer em qualquer pessoa com plaquetas baixas, porém são mais comuns quando elas estão muito reduzidas, como abaixo de 50.000 células/ mm³ de sangue, ou quando estão relacionadas com outra doença que piora a função da coagulação do sangue.

Como amenizar os sintomas?


Algumas atitudes durante o tratamento de plaquetopenia podem amenizar os sintomas da doença, entre elas estão:


Escovar os dentes com escovas de cerdas macias;

Não utilizar fio dental;

Evitar assoar o nariz com força;

Utilizar barbeador elétrico;

Evitar a prática de esportes;

Tomar cuidado ao utilizar objetos de corte como facas e tesouras;

Não ingerir bebidas alcóolicas.

Essas medidas são formas de precaução para evitar qualquer lesão que possa gerar um sangramento. É importante tomar cuidado também para não esbarrar em móveis e objetos em casa, já que essas lesões, por mais que não causem nenhuma lesão externa, podem levar a uma hemorragia interna.


Diagnóstico


Normalmente, exames de sangue são prescritos pelo médico para medir a contagem de plaquetas e a coagulação do sanguínea do paciente. Também podem ser feitos outros exames com a intenção de detectar distúrbios que podem causar uma baixa contagem de plaquetas.

De maneira geral, os médicos suspeitam de trombocitopenia em pessoas que apresentam hematomas e hemorragias anormais. Por isso, costumam verificar rotineiramente a contagem de plaquetas em pessoas com distúrbios que poderiam causar trombocitopenia. Às vezes, eles descobrem a trombocitopenia quando são feitos exames de sangue por outras razões em pessoas que não apresentam hematomas ou hemorragias.

Dessa forma, determinar a causa da plaquetopenia é fundamental para iniciar o tratamento do quadro clínico. Alguns sintomas podem ajudar a encontrar a causa, como por exemplo, quando a pessoa apresenta febre em muitos casos a plaquetopenia pode ser resultado de uma infecção. Em contrapartida, a trombocitopenia imune, a púrpura trombocitopênica trombótica ou a síndrome hemo­lítico-urêmica geralmente não provocam febre.

Outro exemplo capaz de identificar um possível diagnóstico é quando o médico consegue sentir em um exame físico que o paciente está com o baço aumentado, o que leva a crer que o baço está capturando as plaquetas e que a trombocitopenia resulta de um distúrbio que esteja fazendo o baço crescer.

Tratamento


O tratamento da plaquetopenia vai depender do que está provocando a queda das plaquetas no sangue, além da quantidade presente. Nesse sentido, o tratamento será direcionado, conforme orientação médica, podendo ser:

- Retirada da causa, como medicamentos, tratamento de doenças e infecções, ou redução do consumo de álcool, que desencadeiam as plaquetas baixas;

- Uso de corticoides, esteroides ou imunossupressores, quando é necessário tratar uma doença autoimune;

- Remoção cirúrgica do baço, que é a esplenectomia, quando a plaquetopenia é severa e causada pela função aumentada do baço;

- Filtração do sangue, conhecida como troca de plasma ou plasmaférese, é uma espécie de filtragem de uma parte do sangue que contém anticorpos e componentes que estão prejudicando o funcionamento da imunidade e da circulação sanguínea, indicada em doenças como trombocitopênica trombótica, ou síndrome hemolítica-urêmica, por exemplo.

- Transplante de medula óssea, mais realizado em casos de câncer.


Possíveis complicações


Caso a plaquetopenia não seja tratada ou se não forem tomados os devidos cuidados a doença pode se agravar, e uma das complicações mais comuns são as hemorragias internas. Isso porque, o corpo não está sendo capaz de curar os sangramentos de forma eficaz e por essa razão pode haver um grave sangramento interno sem que a pessoa perceba a tempo.

Essa situação pode vir a acontecer após alguma batida leve ou queda. Outra complicação é a lesão cerebral que pode acontecer da mesma forma que a hemorragia interna, só que neste caso quando a lesão ocorre na cabeça.

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Fonte: Trocando Fraldas, Tua Saúde e Manual MSD

Imagem: 123RF