A anemia aplásica, embora não seja um câncer, é uma enfermidade grave em que as células da medula óssea que se transformam em células maduras são danificadas ou suprimidas, o que leva à produção de quantidades reduzidas de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e biomedicina.com.br/postagens/2015/11/07/perguntas-e-respostas-sobre-a-doacao-de-plaquetas/" target="_blank">plaquetas. O nome desta doença é usado para designar a anemia que ocorre quando a produção de todos os tipos de células sanguíneas é suprimida.


Segundo o hematologista Philip Scheinberg, da mesma forma que ocorre quando uma pessoa tem insuficiência renal e o rim não cumpre sua funcionalidade normalmente, a medula também pode fazer o mesmo e executar seu trabalho de maneira insuficiente, gerando assim a anemia aplásica. Essa insuficiência da medula óssea acontece, predominantemente, devido a uma alteração do sistema imunológico, que começa a atacar as células-tronco.


As células-tronco também chamadas de células-mãe, por dar origem a todas as outras células do corpo, inclusive as do sangue, quando são atacadas, a quantidade de células-mãe diminui e consequentemente há uma redução no número dos biomedicina.com.br/postagens/2018/11/14/leucocitos-altos-no-hemograma/" target="_blank">leucócitos, hemoglobinas e biomedicina.com.br/postagens/2015/11/07/perguntas-e-respostas-sobre-a-doacao-de-plaquetas/" target="_blank">plaquetas. "No momento que há uma diminuição dessa célula-mãe, você tem uma diminuição também de todos os filhos e filhas. Com isso, acontece uma redução das contagens do biomedicina.com.br/postagens/2015/02/21/5-curiosidades-sobre-o-sangue/" target="_blank">sangue e um quadro de insuficiência medular", explica o Dr. Philip.

Causas da anemia aplásica


Quando a produção de glóbulos vermelhos for suprimida, a doença é chamada aplasia pura dos glóbulos vermelhos. Porém, se causa da anemia aplásica não puder ser diagnosticada a enfermidade é denominada de anemia aplásica idiopática. Nesta última situação, a causa provável é uma doença autoimune, na qual o sistema imunológico suprime as células-tronco da biomedicina.com.br/postagens/2015/11/27/saiba-a-diferenca-entre-a-doacao-de-medula-ossea-e-do-cordao-umbilical/" target="_blank">medula óssea.

Além das duas causas mencionada acima, outras que podem desencadear a anemia aplásica são:

Infecção por vírus, tais como parvovírus, vírus de Epstein Barr e citomegalovírus;

Exposição à radiação;

Toxinas, como por exemplo, benzeno;

Medicamentos quimioterápicos e outros fármacos como o cloranfenicol;

Gravidez;

Hepatite.


Sintomas


Os sintomas da anemia aplásica costumam se desenvolver lentamente ao longo de semanas a meses. E, por se tratar de um quadro de insuficiência medular, os sintomas são consequência da queda das plaquetas, hemoglobinas e leucócitos.

Plaquetas – por serem responsáveis pela coagulação do sangue, o paciente pode ter quadros de sangramento. A pessoa também pode apresentar roxos pelo corpo e/ou sangramento na gengiva, olho e, às vezes, nas fezes.

Hemoglobina – responsável por fazer o transporte do oxigênio do pulmão para todas as outras regiões do corpo, juntamente com o ferro. Devido a redução da sua contagem, o indivíduo desenvolve um quadro de anemia e sente fraqueza, desânimo, cansaço e falta de ar.

Leucócitos – responsáveis pela defesa do corpo humano. Dessa forma, a queda da quantidade dessa célula faz com que a pessoa fique mais suscetível às infecções e, consequentemente, febre.

Diagnóstico


Para a obtenção do diagnóstico devem ser realizados exames de sangue. Normalmente, os exames são feitos em pessoas que apresentam sintomas de anemia. Se os exames de sangue indicarem que todos os tipos de células do sangue estão com número reduzido, faz-se um exame da medula óssea.

A anemia aplásica é diagnosticada quando o exame microscópico de uma amostra da biomedicina.com.br/postagens/2015/11/27/saiba-a-diferenca-entre-a-doacao-de-medula-ossea-e-do-cordao-umbilical/" target="_blank">medula óssea revela diminuição acentuada de células da medula óssea.

Tratamento


Devido o risco de ir à óbito, o paciente precisa ser tratado imediatamente. Sendo assim, transfusões de glóbulos vermelhos, plaquetas e substâncias denominadas fatores de crescimento podem aumentar temporariamente o número de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. No entanto, como as transfusões podem prevenir o transplante subsequente de células-tronco, os hemoderivados são usados somente quando forem essenciais.

Portanto, o transplante de células-tronco é o tratamento habitual da anemia aplásica, pois pode curar a doença, principalmente em pessoas mais jovens que tenham um doador de células-tronco compatível. Se o transplante não for possível, as pessoas recebem globulina antitimócitos e ciclosporina para suprimir o sistema imunológico e permitir a regeneração das células-tronco da medula óssea.

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Fonte: Manual MSD e Revista Abrale

Imagem: 123RF