A hemoterapia é uma forma de tratamento em que uma certa quantidade de sangue é coletada de uma pessoa e, após processamento e análise, os componentes do sangue podem ser transfundidos para outra pessoa, ajudando no tratamento da doença e melhora da saúde. Os procedimentos desta área envolvem os bancos de sangue, agências transfusionais, hemocentros e serviços que trabalham com células tronco e transplante de medula óssea. Já a auto-hemoterapia é uma técnica onde o sangue do próprio indivíduo é depositado em seu tecido muscular.

Hemoterapia e auto-hematorapia


A hemoterapia é de suma importância para o tratamento de câncer e de distúrbios do sangue, como a hemofilia, por exemplo, e consiste na recolha de uma quantidade pré-determinada de sangue, que é analisada, processada e armazenada em laboratório.


Nesse procedimento, os componentes do sangue são utilizados para transfusão, que pode ser de sangue total, de plasma ou de plaquetas. Também pode ser utilizado para produzir fatores da coagulação e imunoglobulinas, que são proteínas que atuam na defesa do organismo.

Enquanto na auto-hemoterapia, é feito a coleta do sangue em que o mesmo volta a ser aplicado no músculo da própria pessoa, normalmente nos glúteos, gerando uma resposta de rejeição e favorecendo a atuação do sistema imunológico. Como o objetivo desse tratamento é combater doenças a partir da ativação do sistema imune, para estimular ainda mais a imunidade, o sangue poderia ser tratado com radiação ultravioleta ou ozônio, por exemplo, antes de ser reinjetado.

Entretanto, a técnica de auto-hemoterapia é desaconselhada pela Anvisa, de acordo com uma nota técnica divulgada em 2017, devido ao fato de não haverem estudos científicos suficientes que comprovem seus benefícios a longo prazo e efeitos em uma população maior. A prática embora seja antiga e tenha relatos de que funciona, também não é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina, Conselho Federal de Farmácia e pela Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia.


Para que serve?


Se tratando da hemoterapia, o procedimento pode ser feito em várias situações, sendo mais frequentemente realizado no tratamento de pessoas que sofreram acidentes e perderam grande quantidade de sangue, durante e após grandes cirurgias e nas pessoas que sofrem de doenças relacionadas com o sangue, como leucemia, anemia, linfoma e púrpura, por exemplo.

Embora não tenha efeitos comprovados, acredita-se que a auto-hemoterapia poderia ser utilizada como tratamento alternativo para diversas doenças como fibromialgia, bronquite, artrite reumatoide, eczema e gota, por exemplo. Além disso, acredita-se que para favorecer os resultados desse tipo de terapia, poderia ser adicionado ao sangue ozônio ou preparados de plantas medicinais, para obter maior alívio dos sintomas.

Riscos


O ato transfusional da hemoterapia tem riscos que estão sendo reduzidos cada vez mais pela melhora nas técnicas de triagem do material. Porém, ainda assim, reações febris e alérgicas leves podem ocorrer em alguma parcela dos pacientes que recebem um hemocomponente.

Já no que diz respeito a auto-hemoterapia os riscos estão relacionados à falta de informação acerca do procedimento, especialmente no que diz respeito às indicações, contraindicações, dosagem, efeitos colaterais e concentração de componentes que podem ser adicionados no sangue antes da injeção no músculo. Outro detalhe é o fato do sangue não passar por qualquer processamento ou tratamento, e a possibilidade de transmissão de doenças infecciosas.

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Fonte: Tua Saúde e Centro de Criogenia Brasil

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