O laboratório de análises clínicas é o ambiente em que todas as amostras de fluídos corporais são retiradas. Por mais que pareça simples, o funcionamento deste lugar é bem complexo, pois, além de tratar diretamente da vida do indivíduo precisa se estabelecer dentro das normas da vigilância sanitária do estado de atuação e ter um bom atendimento e uma equipe especializada. Ainda assim, o local não está isento de riscos e os profissionais atuantes na área precisam estar cientes deles e dos cuidados necessários.

Um risco indica um possível efeito adverso ou dano. Dessa maneira, uma condição ou conjunto de circunstâncias podem ameaçar a saúde ou a integridade física, o meio ambiente ou a propriedade.


Dentro desse quesito, o risco pode ser classificado como: físico, sendo a umidade, temperatura, radiação, vibração, ruído, entre outros; químico, como o vapor, gás, poeira, substâncias químicas, etc; e biológico como o caso dos fungos, bactérias, vírus, etc; situacional, no qual, abrange equipamentos, instalações, ferramentas, operações, materiais, etc.; humano e comportamental, decorrente de ação ou omissão humana.

Há 5 principais grupos de riscos no laboratório de análise clínicas, tais como:


Riscos acidentais


Se enquadram nas situações de perigo que podem ameaçar a integridade, o bem estar físico e moral do profissional. São riscos encontrados em máquinas e equipamentos sem proteção, que podem causar explosões e incêndios. Os riscos em laboratório de análises clínicas mais comuns nesta modalidade são queimaduras, cortes e perfurações.

Riscos biológicos


O risco biológico se relaciona ao manuseio ou contato com materiais biológicos e animais infectados com agentes biológicos nocivos como, por exemplo, vírus, bactérias, fungos e outros. Esses riscos são responsáveis por doenças provenientes da contaminação.

Riscos ergonômicos


São aqueles que podem ser atribuídos a postura inadequada, movimentos repetitivos, transporte manual e levantamento de peso. São lesões que podem interferir nas características psicofisiológicas do profissional, prejudicando a execução de suas atividades.

Um exemplo de risco ergonômico é o trabalho em turnos muito longos.

Riscos físicos


Os riscos físicos são gerados por máquinas e condições físicas inadequadas, que podem causar danos à saúde do trabalhador. São exemplos: pressões anormais, ruídos, temperaturas extremas de frio e calor, radiações ionizantes e não-ionizantes, vibrações e umidade.

Riscos químicos


Os riscos químicos se ligam diretamente à exposição do trabalhador a agentes ou substâncias químicas que podem penetrar no organismo por vias respiratórias, por ingestão ou pela pele. Essas substâncias podem estar na forma líquida, gasosa ou como partículas presentes nos ambientes ou processos de trabalho.

Cuidados


Certos cuidados e formas de prevenção podem inibir os riscos, ajudar no bom funcionamento do laboratório de análises clínicas e garantir o estado pleno de saúde dos profissionais que trabalham neste ambiente. Também é importante adotar manuais de procedimentos adequados e de primeiros socorros, acompanhados de treinamento e orientação verbal, sempre que necessário.


Algumas medidas de cuidados e prevenção incluem:


- Localização adequada para os equipamentos de segurança em lugar visível, de fácil acesso, englobando extintores de incêndio, vistoriados regularmente;

- Realização anual de radiografia de tórax para os funcionários que se dedicam à rotina de tuberculose, seguindo as orientações do Programa Nacional de Controle de Infecção Hospitalar;


- Proibição de fumar, com advertência sobre: aumento do risco de contaminação com microrganismos potencialmente patogênicos ou produtos químicos;

- Risco de incêndio e inconveniência com relação aos colegas de trabalho;


- Recomendação quanto à inconveniência de comer e beber no local de trabalho, sendo necessário haver área destinada para esse fim;


- Recomendação sobre o uso de avental, para proteção da pele e das roupas;


- Recomendações: lavar as mãos frequentemente;


- Prender os cabelos;


- Não usar anéis e pulseiras;


- Não usar roupa social de mangas compridas;


- Não usar cosméticos gordurosos;

- Adoção de cuidados especiais na pipetagem e no manuseio de material contaminado;


- Advertência: as vidrarias contaminadas devem ser colocadas em desinfetante químico com hipoclorito a 1%, imediatamente após o uso, antes de serem lavadas e reutilizadas;


- Rotulação e datação de todos os vidros que contenham reagentes;


- Emprego de autoclave para material clínico, placas e tubos de cultura, antes de serem descartados no lixo hospitalar ou mesmo quando encaminhados para incineração;

- Desinfecção, com hipoclorito a 1% ou álcool a 70%, das bancadas e de outras superfícies de trabalho no início e ao final do expediente;


- Utilização de material descartável como as seringas, agulhas, luvas, toalhas, entre outros.

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Fonte: Autolac, Diagnósticos do Brasil e Ministério da Saúde (Manual)

Imagem: 123RF