Os exames radiológicos são de suma importância para verificar se a pessoa está com alguma fratura, diagnosticar certas doenças nos órgãos ou para detectar problemas nas articulações. No entanto, o profissional que atua na área de radiologia e os pacientes que passam pelo exame estão sujeitos aos riscos provocados pela radiação ionizante. Isso porque, estudos realizados conseguiram identificar que moléculas importantes do corpo, como o DNA, poderiam ser danificadas pela produção de íons, radicais livres, e deposição da energia. Também foi observado que a quantidade do dano biológico produzido depende da energia total depositada, ou seja, a dose de radiação.


Nesse sentido, a radiobiologia é uma área da radioterapia que estuda todos os efeitos causados pela radiação ionizante no organismo. Para a radiação ser considerada ionizante é preciso que a mesma tenha uma energia mínima necessária para quebrar a molécula de água e formar radicais livres e estes pelo fato de serem altamente reagentes, interagem com o núcleo da célula levando à morte celular.

Ao interagir com o tecido, a radiação desencadeia uma série de processos físicos, químicos e biológicos que podem determinar diferentes tipos de efeitos dependendo da dose administrada, do fracionamento da dose, do tempo de tratamento e da área irradiada.


Considerando radiossensíveis às células que são danificadas com baixas doses de radiação, geralmente são grupos celulares com grande proporção de células em fase de duplicação. Como exemplo existem as células das mucosas, células dos linfomas, leucemias, células germinativas, entre outras.

Quando a célula é atingida pela radiação ionizante podem acontecer três coisas:

Morte Celular – efeito sofrido tanto pela célula normal quanto a tumoral, embora a tumoral, na maioria das vezes, seja a mais sensível.

Dano Subletal – o efeito não foi suficiente para levar à morte da célula, e neste caso há possibilidade de recuperação deste dano e também ocorre tanto com as células normais quanto com as tumorais.

Nenhum Dano – a radiação passa pela célula sem produzir qualquer efeito.

Com tudo isso, fica claro que a proteção radiológica é algo essencial tanto para os profissionais da área quanto para o público em geral que passa pelos procedimentos.


As maneiras para se reduzir a possível exposição dos trabalhadores são o tempo, a distância e a blindagem. Sendo assim:


- Tempo de exposição


A forma mais prática para reduzir a exposição à radiação ionizante é por meio da diminuição do tempo de exposição ao mínimo necessário, para uma determinada técnica de exames. Outra maneira de limitar-se a exposição dos técnicos aos raios-x é com o rodízio dos técnicos durante os procedimentos de radiografia em leito de UTI.

- Distância da fonte


Quanto mais distante da fonte de radiação, menor a intensidade do feixe. A intensidade de radiação é proporcional ao inverso do quadrado da distância entre o ponto e a fonte.

- Blindagem individual


De acordo com as normas da Vigilância Sanitária, os equipamentos de proteção individual (EPI) são itens obrigatórios nos serviços de radiologia, sendo eles: óculos Pb, Protetor de tireóide, Dosímetro TLD, Avental de Pb e Saiote de Pb. Todos esses itens possuem lâminas de chumbo ou são flexíveis, quando confeccionados em borracha enriquecida com chumbo. Já em relação a espessura dos aventais de proteção pode variar de 0,25 a 0,5 mm de chumbo, devido a necessidade de proteção radiológica.

O chumbo (Pb) é o elemento mais empregado como barreira de proteção por causa da sua densidade e elevado número atômico. Enquanto os aventais com 0,5 mm de Pb são altamente eficientes para baixas energias e permitem passar apenas 0,32% da radiação para uma fixa de 70 kVp e 3,2% para 100 kVp. Além disso, a legislação determina que o dosímetro individual seja utilizado por cima do avental de chumbo.

O peso desses aventais pode variar de 2,5 a 7,0 kg. Aos profissionais que os utilizam por longos períodos, a indicação é que os aventais sejam dotados de um cinto para redistribuir o peso.

- Blindagem para pacientes


A proteção dos pacientes através do uso de acessórios é obrigatória. O protetor de gônadas deve ser usado em pessoas com idade reprodutiva, se a linha das gônadas não estiver próxima do campo primário de irradiação, para que não ocorra interferência no exame. A utilização de saiotes plumbíferos em pacientes submetidos aos raios-x é uma opção barata e eficaz de proteção.

- Blindagem das áreas


As barreiras de proteção radiológica devem ser calculadas, primeiramente, para a exposição primária do feixe de radiação, de radiação espalhada e da radiação de fuga.

As salas de raios-x precisam ser blindadas com chumbo ou em barita. Os pisos e tetos devem ser em concreto, dependendo da espessura da laje e se o concreto é do tipo vazado ou não; distância da fonte, geometria do feixe e fator de ocupação das áreas acima e abaixo da sala de raios-x.

O chumbo contém densidade 11,35 g/cm3, o concreto de 2,2 g/cm3. A escolha do uso da massa baritada com relação ao lençol de chumbo está em geral relacionada a redução de custo.


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Fonte: Artigo - A importância do conhecimento do conhecimento sobre radioproteção pelos profissionais da radiologia e Instituto Oncoguia

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