O trabalho da perícia criminal vai muito além da investigação, os profissionais desta área precisam ter formação específica para desenvolver seu trabalho nos mais diversos segmentos. Em boa parte dos casos, o perito criminal trabalha em órgãos públicos após serem efetivados em concursos, porém, isto não significa que os profissionais que se especializam em perícia não podem desenvolver seu trabalho de forma particular.


De acordo com o site Jusbrasil, a partir do ano de 2.008, amparado pela lei nº 11.690 do dia 09 de junho de 2.008, o Perito Particular ou Assistente Técnico passa a ser parte ativa nos processos judiciais, sendo facultada sua indicação e contratação não somente as partes, mas também, ao Ministério Público.

Além disso, a perita criminal e docente na área de perícia, Joicy Ferreira de Queiroz, explica que os profissionais da perícia criminal podem ser contratados para atuar na área cível e criminal e em muitos casos seu trabalho é questionar o trabalho dos peritos criminais. Ela também enfatiza que na lei nº 11.690 de 2008, o artigo 159, do Código de Processo Penal, inciso 4º diz que: "O assistente técnico atuará a partir de sua admissão pelo juiz e após a conclusão dos exames e elaboração do laudo pelos peritos oficiais, sendo as partes intimadas desta decisão".

Segundo informações disponíveis no site Jusbrasil, o Art. 473 do Novo Código de Processo Penal esclarece que o perito e os assistentes técnicos (peritos particulares) podem valer-se de todos os meios necessários, ouvindo testemunhas, obtendo informações, solicitando documentos que estejam em poder da parte, de terceiros ou em repartições públicas, bem como instruir o laudo com planilhas, mapas, plantas, desenhos, fotografias ou outros elementos necessários ao esclarecimento do objeto da perícia.


Nesse sentido a perita criminal, Joyce, conta de forma sucinta algumas ações que os profissionais desta área fazem diante de um crime bárbaro ou de violência como:


- Caso de estupro


Se tratando dos exames de local, a perita criminal explica que o principal objetivo é buscar vestígios que possam materializar o crime, tais como: preservativos, roupas íntimas, impressões papilares ou material genético presente em sangue ou sêmen para determinação de autoria. "Um dos recursos mais utilizados são as luzes forenses, que auxiliam na localização de manchas de determinados materiais biológicos" conta Joyce.

- Caso de suicídio


Nem todos os casos de suicídio vão parar nas mãos de um perito criminal, mas, em algumas situações a família da pessoa que veio à óbito busca o trabalho desenvolvido pela perícia criminal com a finalidade de verificar se de fato o ato foi intencional.


Diante de casos como este a perita criminal, Joyce, ressalta que: "O diagnóstico diferencial nos casos de morte violenta para estabelecer se ocorreu um homicídio, suicídio ou mesmo um acidente, depende das circunstâncias específicas de cada caso".

Trabalho desafiador


Questionada sobre qual foi seu trabalho mais desafiador, Joyce conta que participou recentemente de um exame pericial de reprodução simulada de um caso que teve muita repercussão no estado de Goiás. O exame foi complexo e exigiu o trabalho de 8 peritos, e durou mais de 37 horas.

Mercado de trabalho


Joyce, que atua como perita criminal da Polícia Técnico Científica do Estado de Goiás desde 2010 e também como perita particular, destaca que o mercado de trabalho é muito promissor e a remuneração vai variar de acordo com o trabalho realizado. "Depende muito do tipo e quantidade de Perícias realizadas, podendo variar de R$1.500, para um exame grafotécnico simples, até mais de R$ 150.000, para questionar um laudo de morte violenta, por exemplo".

E as pessoas que são recém especializadas em perícia criminal?


Esta é uma dúvida que pode estar presente em pessoas que querem se especializar em perícia e naquelas que já estão na pós-graduação, mas, desejam saber o que o profissional especializado precisa fazer para se dar bem neste campo de atuação. Mas, Joyce argumenta o seguinte: "A visibilidade virá a partir dos bons trabalhos realizados. Portanto, o importante é estabelecer uma boa rede de contatos e começar a trabalhar!".

Se você é graduado (a) na área de humanas, exatas ou biológicas e deseja aprofundar seu conhecimento na área de perícia criminal e também se tornar um (a) profissional capacitado (a) para trabalhar neste campo de atuação, saiba que o Instituto Monte Pascoal possui a especialização em Perícia Criminal e Investigação Criminal "Dupla Certificação". Faça a sua matrícula, conclua está pós-graduação com dois certificados em menor tempo e se torne um (a) especialista com bagagem suficiente para se tornar referência no mercado de trabalho.



Fonte: Jusbrasil e Joicy Ferreira de Queiroz.

Imagem: 123RF