Hoje, dia 8 de março é comemorado o dia internacional da mulher e nesta perspectiva, o Minuto biomedicina resolveu conversar com algumas mulheres que atuam na área da saúde e dobram sua vida profissional trabalhando como docentes e fazendo a diferença no ensino de diversas pessoas. Confira!

A docente Valéria Bernadete Leite Quixabeira, doutora em Imunologia pela Universidade Federal de Goiás (UFG), conta que escolheu atuar como professora em nível de pós-graduação porque sua maior motivação é estudar sempre e participar da formação profissional das pessoas. Ela ministra aulas em especializações na área de hematologia.

Já Luciana Calil Samora de Moraes, Assessora Técnica Científica da Diretoria do Conselho Regional de Farmácia do Estado de Goiás (CRF-GO) e mestre em Ensino na Saúde pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (UFG), diz que sempre gostou da área de biológicas e desde a época de escola tinha em mente que seria uma profissional da área da saúde. Ela se formou em Farmácia devido a diversidade de atuações que a graduação possui e escolheu atuar como docente pela paixão de ensinar porque segundo ela esta é a melhor forma de aprender. Luciana também coordena especializações na área da farmácia.

Questionadas se já sofreram algum tipo de preconceito na área da saúde, Luciana afirma que felizmente não e que sempre foi tratada com muito respeito ao seu conhecimento técnico e ao trabalho que ela desenvolve. Em contrapartida, Valéria esclarece que percebeu algumas vezes certa desconfiança em relação a sua capacidade de trabalho e que talvez isso seja preconceito.


Outro aspecto considerado é a grande quantidade de mulheres na área da saúde, no qual, Dra. Valéria acredita que seja devido a demanda de habilidades que são mais comuns do feminino como o cuidar e o detalhe as minúcias.


Ao serem perguntadas se uma paciente é melhor atendida quando a profissional da saúde é uma mulher também, as duas profissionais, Valéria e Luciana, dizem que sim. Quixabeira, ressalta que há uma reciprocidade maior, enquanto Calil considera que há mais liberdade para a paciente falar das suas queixas e necessidades quando é de mulher para mulher.


"Por exemplo, a minha ginecologista é uma mulher e eu vejo que até mesmo nas farmácias mulheres buscam mulheres para falar de problemas íntimos, enfermidades que estão acometidas e que tem causado alguns transtornos. Acho que na estética quando a gente lida com outra mulher, ela consegue entender melhor nossas necessidades. Então eu acho que ser atendida por uma profissional do sexo feminino para a paciente mulher é muito positivo", esclarece, Luciana Calil.

Maior desafio como mulher no ambiente profissional


"Ter dupla jornada, ou tripla ao chegar em casa. Manhã – professora, tarde – biomédica, noite - mãe e esposa", declara Valéria.

Na concepção de Luciana, o maior desafio é provar que as mulheres possuem capacidade e conhecimento técnico assim como os profissionais do sexo masculino. "O maior desafio é mostrar que não existe privilegio em ser homem ou em ser mulher, eu acho que o que mais pesa é realmente o que a pessoa tem de bagagem para dividir. Daí vem a importância de estudar, aprofundar nos assuntos, se especializar...é isso que faz com que a gente cresça e conquiste o mercado de trabalho", afirma.

Saúde da mulher


Tendo em vista as mulheres que atuam na área da saúde e as ações que podem ser feitas para melhorar a saúde das mesmas, Valéria diz que uma delas seria a equidade de trabalho entre os gêneros. Mas, levando em consideração a saúde da mulher de forma geral, Luciana ressalta que a prevenção é fundamental, seja prevenção do câncer de colo de útero, câncer de mama, tireoide, entre outros. A docente também afirma que os exames preventivos são de suma importância e as mulheres não devem deixar de fazê-los, assim como ir ao ginecologista nem que seja uma vez ao ano.

"É importantíssimo que a mulher cuide da mente e também do corpo, a minha principal dica para o corpo é a prevenção. Que as mulheres nunca deixem de fazer o seu check-up e seus exames preventivos todos os anos", enfatiza Luciana.


Recado para as mulheres que vão entrar na área da saúde


"Just do it! Você pode SER o que quiser!" – Valéria Bernadete Leite Quixabeira

"Ser um profissional da saúde é ter a consciência de que você pode mudar a vida de uma pessoa, salvar e transformar. Para ser uma profissional da saúde você tem que ter muito amor no coração, gostar de pessoas e de fazer o bem. E, que as mulheres nunca desistam dos seus sonhos..." – Luciana Calil Samora de Moraes.

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Fonte: Valéria Bernadete Leite Quixabeira CRBM 1065 e Luciana Calil Samora de Moraes CRF-GO 3646

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