A doação de sangue é uma atitude que pode salvar vidas e, qualquer pessoa que tenha entre 16 e 69 anos pode doar desde que esteja dentro das conformidades estabelecidas. Isso porque, antes de ir para a sala de doação o candidato à doador precisa passar por uma triagem, na qual, é realizada uma entrevista para saber se o mesmo está apto ou não. As perguntas também tem o objetivo de dar mais segurança ao doador e aos pacientes que vão receber a doação.

A quantidade de sangue colhida não afeta a saúde do doador e a recuperação é imediata. Segundo a Fundação Pró-Sangue de São Paulo, o volume total de sangue a ser doado não pode exceder 8 ml/kg do peso da doadora, no caso das mulheres, e 9 ml/kg dos homens. Portanto, o volume máximo admitido para uma doação de sangue é de 450 ml, aos quais podem ser acrescentados até 30 ml para realização dos exames laboratoriais exigidos pelas leis e normas técnicas.

Desse modo, se a pessoa estiver dentro da faixa etária, o peso for maior que 50 kg, e teste rápido colhido por leve perfuração no dedo for aprovado, o candidato ou candidata só será impedido de doar se:


Estiver com hipertensão ou hipotensão arterial no momento da doação;

Estiver com aumento ou diminuição dos batimentos cardíacos no momento da doação;

Estiver com febre no dia da doação;

Estiver grávida;

Estiver amamentando, a menos que o parto tenha ocorrido há mais de 12 meses.

A pessoa também será impedida de doar sangue


Por 48 horas se – recebeu vacina preparada com vírus ou bactéria mortos, toxóide ou recombinantes, por exemplo, cólera, poliomielite (salk), difteria, tétano, febre tifóide (injetável), meningite, coqueluche, pneumococo; ou então, se recebeu vacina contra gripe.

Por sete dias – se teve diarreia; após terminarem os sintomas de gripe ou resfriado; após a cura de conjuntivite; extração dentária (verificar uso de mediação); tratamento de canal (verificar medicação).

Por duas semanas – após o término do tratamento de infecções bacterianas, ou seja, após o uso de antibióticos; após a cura de rubéola; após a cura de erisipela.

Por três semanas – após a cura de caxumba; após a cura de varicela (catapora).

Por quatro semanas – se recebeu vacina de vírus ou bactérias vivos e atenuados, por exemplo, poliomielite oral (sabin), febre tifóide oral, caxumba, febre amarela, sarampo, bcg, rubéola, catapora, varíola, entre outras; se recebeu soro antitetânico; após a cura de dengue; cirurgia odontológica com anestesia geral; após o retorno, quem esteve em região onde há surto de Febre Amarela.

Por oito semanas no caso dos homens que – doaram sangue. Esse período deve ser ampliado para 16 semanas se houve doação dupla de hemácias por aférese.

Por 12 semanas no caso de mulheres que – doaram sangue. Esse tempo deve ser ampliado para 24 semanas se houve doação dupla de hemácias por aférese. Após parto normal ou abortamento.

Por três meses (independente se for homem ou mulher) – se foi submetido a apendicectomia, a hemorroidectomia, a hernioplastia, a ressecção de varizes, a amigdalectomia.

Por seis meses a um ano – se foi submetido a uma cirurgia de médio ou grande porte como colecistectomia, histerectomia, tireoidectomia, colectomia, esplenectomia pós trauma, nefrectomia, entre outras. Após a cura de toxoplasmose comprovada laboratorialmente. Qualquer procedimento endoscópico, por exemplo, endoscopia digestiva alta, colonoscopia, rinoscopia, etc, sendo necessário aguardar 6 meses. Se fez piercing, seja na cavidade oral ou genital, devido ao risco permanente de infecção, implica em inaptidão por 12 meses após a retirada. Se contraiu Febre Amarela; aguardar 6 meses após recuperação clínica e laboratorial.

Por 12 meses – se recebeu uma transfusão de sangue, plasma, plaquetas ou hemoderivados. Se recebeu enxerto de pele, ou então, sofreu acidente se contaminando com sangue de outra pessoa. Se teve acidente com agulha já utilizada por outra pessoa. Em caso de contato sexual com alguma pessoa com aids ou com teste positivo para hiv, em troca de dinheiro ou de drogas ou seus respectivos parceiros sexuais. Se teve contato sexual com usuário de droga endovenosa; com pessoa que tenha recebido transfusão de sangue nos últimos 12 meses; pessoa com hepatite. Se fez tatuagem ou maquiagem definitiva. Se teve sífilis ou gonorreia. Se foi detido por mais de 72 horas.

Por cinco anos – após a cura de tuberculose pulmonar.

E quem nunca pode doar sangue?


Quem tem ou teve um teste positivo para hiv;

Teve hepatite após os 10 anos de idade;


Já teve malária;


Tem doença de chagas;


Recebeu enxerto de duramater;


Teve algum tipo de câncer, incluindo leucemia;


Tem graves problemas no pulmão, coração, rins ou fígado;


Tem problema de coagulação de sangue;


É diabético com complicações vasculares ou em uso de insulina;


Teve tuberculose extra-pulmonar; elefantíase; hanseníase; calazar (leishmaniose visceral); leishmaniose tegumentar ou cutânea; brucelose; esquistossomose hepatoesplênica;


Tem alguma doença que gere inimputabilidade jurídica;


Foi submetido a transplante de órgãos ou de medula;


Tem Mal de Parkinson.

O que fazer depois de doar sangue?


Após a doação de sangue, é importante que sejam seguidos alguns cuidados para evitar o mal-estar e o desmaio, sendo necessário:

Continuar com a hidratação, bebendo muita água, água de coco, chá ou suco de fruta;

Comer um lanchinho para que não se sinta mal, beber um suco de fruta, tomar um café ou comer um sanduíche depois de doar sangue para recarregar a energia;

Evitar passar muito tempo no sol, pois, depois de doar sangue o risco de insolação ou desidratação é maior;

Evitar esforços nas primeiras 12 horas e não praticar exercício físico durante as 24 horas seguintes;

Se for fumante, esperar no mínimo 2 horas após a doação para poder fumar;

Evitar consumir bebidas alcoólicas nas 12 horas seguintes.

Após doar sangue, pressionar um algodão no local da picada durante 10 minutos e manter o curativo feito pelo enfermeiro durante no mínimo 4 horas.

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Fonte: Drauzio Varella, Pró Sangue e Tua Saúde

Imagem: 123RF