A densitometria óssea é um exame realizado com o intuito de detectar osteoporose e esteopenia logo no início. Baseado na dupla emissão de raio X, o exame possibilita identificar a densidade mineral do osso. Assim, dá para verificar a quantidade de massa óssea, possibilitando o diagnóstico precoce e o tratamento da osteoporose.


Para a realização desse exame são utilizados equipamentos com um tipo especial de raio X, o Dual-Energy X-ray Absorptiometry (DXA). Entretanto, a radiação emitida por esse aparelho é muito baixa, cerca de 10 vezes menor do que uma radiografia convencional.

Enquanto o raio-x detecta a osteoporose apenas a partir de uma perda superior a 30%, a densitometria óssea consegue diagnosticar o problema logo no início. Isso é fundamental para se fazer um tratamento bem-sucedido e evitar o avanço da doença.

Basicamente, a densitometria óssea serve para analisar a quantidade de cálcio presente no osso, o que é determinante para a densidade dele. A perda desse mineral é o que caracteriza a possibilidade de osteoporose ou osteopenia.


Osteoporose


Se trata de uma doença crônica e sistêmica, em que o organismo deixa de produzir cálcio. Aos poucos os ossos ficam mais porosos, quebradiços e bem mais frágeis. É mais comum em mulheres a partir dos 65 anos de idade, mas também pode acometer homens e pessoas um pouco mais novas.

Por causa da porosidade e fragilidade, os ossos se tornam cada vez mais suscetíveis a fraturas, de forma que qualquer queda, mesmo as ocorridas em casa, tornam-se uma preocupação. Ao contrário do que se imagina, geralmente a fratura é a causa da queda, e não a consequência.

Osteopenia


Pode ser entendida como um estágio inicial da osteoporose, em que a perda de massa óssea ainda não resultou em uma porosidade. Nesse período, o osso demora mais para se recuperar de fraturas e fica um pouco mais fraco. Caso não seja tratado, pode evoluir para a osteoporose.

Osteoporose X Osteopenia


A diferença entre uma e outra é que a osteopenia pode ser reversível. Certas medidas podem ser tomadas com o objetivo de recuperar a massa óssea perdida em pequena escala. Como por exemplo: tomar banho de sol regularmente em horários controlados, e praticar atividades físicas.

Além disso, também é muito importante a prática de atividades físicas, a dieta rica em cálcio e a ingestão de alguns medicamentos de uso contínuo.

Já a osteoporose envolve uma perda muito grande de cálcio nos ossos, superior a 30%, sendo portanto, irrecuperável. Nesse caso, os ossos ficam frágeis, a ponto do próprio peso do esqueleto poder levar a fraturas espontâneas, causando a instabilidade que resulta na queda. É o que acontece quando um idoso fratura o colo do fêmur, por exemplo.

Indicações


Normalmente, os médicos pedem a densitometria óssea como exame de rotina para mulheres acima de 65 anos e homens a partir dos 70. No entanto, pode também ser recomendado para monitorar a doença já diagnosticada ou quando existem fatores de risco, como:

Ocorrência de fratura prévia;

Fator genético, diversos casos na família;

Baixo peso corporal com Índice de Massa Corporal menor do que 18,5kg/m²;

Uso de medicamentos que favorecem a perda de massa óssea, como por exemplo, corticoides.

Como é o exame?


Para fazer o exame, não é necessário nenhum preparo especial. O paciente é encaminhado a uma sala, na qual fica o aparelho. A máquina irradia o corpo, e as imagens são captadas e enviadas para um computador. Esse procedimento é bem rápido e 100% indolor. Os resultados são praticamente instantâneos, geralmente emitidos logo em seguida.

Por convenção, são examinados a coluna lombar e o fêmur, uma vez que são ossos maiores e muito sujeitos a fraturas. Mas, o exame pode ser feito no corpo inteiro, visto que a osteoporose também se manifesta em qualquer tipo de osso.

No dia da realização do exame é recomendado evitar o uso de roupas com botões, fivelas ou adereços de metal, bem como sutiãs com aro, pois esses itens podem interferir nos resultados. Da mesma forma, joias e acessórios devem ser retirados.

Além disso, se for o caso, é indicado a interrupção da suplementação de cálcio no dia do exame, pois a pílula pode aparecer no exame de coluna, influenciando no resultado.

Vale lembrar que, após o exame, o paciente está liberando para as suas atividades normais, não havendo nenhuma necessidade de repouso ou cuidado específico.

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Fonte: Mais laudo

Imagem: 123RF