O dia 4 de fevereiro é marcado pelo Dia Mundial de Combate ao Câncer, doença que traz serias consequências e precisa de receber o tratamento adequado o quanto antes. Por isso, diante dos sintomas que sugerem esta enfermidade é necessário realizar alguns exames específicos para a obtenção do diagnóstico, e a ressonância magnética é um deles.


Por meio do exame de ressonância magnética é possível analisar com detalhes a anatomia do corpo humano e identificar com precisão tumores, doenças degenerativas, coágulos e traumas. Imagens em alta definição de ossos, órgãos e tecidos do corpo humano são formadas por um campo magnético, sendo de grande importância para guiar cirurgiões em procedimentos invasivos.

Nos casos de suspeita de câncer, o quanto antes descobrir se existe ou não a doença melhor é, pois, em diagnósticos positivos o tratamento precoce é de extrema importância para o paciente. Nesse sentido, a ressonância magnética é um exame essencial para identificar certos tipos de câncer e diferenciar se os tumores se enquadram em benigno ou maligno. Nos cânceres cerebrais, por exemplo, o exame mostra-se extremamente eficaz quando realizado junto com a administração de um contraste.

Certos equipamentos de ressonância magnética contêm bobinas específicas para análise das mamas. Apesar de não serem utilizados separadamente, podem ser aliados à mamografia, e se tornar uma ótima ferramenta de detecção de câncer de mama em mulheres com alto risco de desenvolver a doença.

O equipamento montado também é importante durante o acompanhamento do paciente, podendo constatar com mais precisão detalhes como o tamanho do tumor e a existência de outros tumores na mama. Além disso, dá ao médico a possibilidade de checar se houve disseminação do câncer.

Como é feito o exame?


O paciente precisa tirar quaisquer itens de metal como por exemplo, brincos, botões, zíper, entre outros objetos. Depois, a pessoa deita em uma maca e a parte do corpo a ser estudada é coberta por um aparelho chamado bobina, que potencializa o efeito do campo magnético e melhora a qualidade da imagem.


Se for necessário, o médico irá pedir para o paciente ingerir um meio de contraste ou administra-o por via intravenosa.


Após isso, a cama desliza para dentro de um grande tubo, e o paciente deve ficar quieto até que o teste acabe para que o resultado não seja prejudicado. Como a movimentação da pessoa pode comprometer o exame, os especialistas às vezes imobilizam algumas regiões corporais. Com a pessoa parada, a máquina entra em funcionamento e registra as imagens.


Pré-exame


Da mesma forma que ocorre em diversos exames, para realizar a ressonância magnética o paciente precisa estar em jejum de seis horas. Além disso, o ideal é que a pessoa vá para o exame sem objetos metálicos já que não pode ser utilizado dentro do equipamento.


Efeitos colaterais


Normalmente, o exame é seguro e indolor, mas certas situações específicas podem causar pequenos efeitos. Alguns pacientes podem apresentar reações alérgicas ao contraste, sentindo coceiras, ardências, náuseas ou dor no local da aplicação.


O contraste também gera uma leve sensação de calor no corpo, que costuma desaparecer em um ou dois minutos. Em casos mais raros, algumas tintas utilizadas em tatuagens podem conter ferro e serem aquecidas durante o exame.

Vale ressaltar que, o técnico deve ser informado quando o paciente faz uso de dispositivos médicos que podem interferir no exame, como marca-passo e implantes metálicos.

Outro detalhe é que os exames de ressonância magnética necessitam de profissionais especializados para operar a máquina. Por isso, se você possui pós-graduação e deseja trabalhar com excelência nessa área de atuação, esse é o momento certo para se especializar. Matricule-se na especialização em Tomografia Computadorizada e Imagem por Ressonância Magnética do Incursos, e faça a diferença no meio profissional.



Fonte: Mulher Consciente e Veja Saúde

Imagem: Envato Elements