Após a informação de que as vacinas contra a Covid-19 saíram e, principalmente, ao chegar no Brasil, surgiram diversas opiniões a respeito deste assunto. A impressão é de que o país se dividiu entre pessoas que acreditam na eficácia das vacinas, aquelas que não confiam e não querer receber o imunizante, assim como outras que estão com dúvida se aceitam ou não. Como todas as opiniões precisam ser respeitadas cabe perceber quais são os argumentos dos indivíduos que são pró vacina e dos que são contra.

Pró vacina contra Covid-19


As pessoas que acreditam no potencial da vacina vão além do grau de conhecimento acerca dos estudos científicos, da ciência ou da saúde. Portanto, nesse meio há artistas, professores de universidade, médicos, infectologistas, cientistas, políticos, estudantes entre outras pessoas. Essas pessoas possuem seus argumentos e uma razão para acreditar nos benefícios que a vacina traz para a população.


Imunizar pegando Covid-19 ou tomando vacina?


Para responder essa questão, o site Todos pelas Vacinas, elaborou um vídeo em que o estudante de Farmácia da Universidade de São Paulo (USP) e guia da ONU no projeto Halo, Wasim Syed, esclarece essa dúvida. Segundo ele a imunidade por meio da infecção natural ainda é incerta. O que se sabe é que a infecção causada por outros coronavírus pode garantir uma imunidade que dura de 12 a 18 meses, mas, existe a chance de 1 entre 100 pessoas morrer em decorrência da doença ou de ficar com sequelas para sempre, como perda de olfato e paladar, e aumento de problemas cardíacos.


Dessa forma, Wassim, ressalta que com a vacinação da Pfizer desde o seu início até o dia 28 de dezembro, 4 milhões e 600 mil pessoas foram vacinadas no mundo sem nenhum registro de morte, somente reações alérgicas. Ele também afirma que a vacinação é o método mais seguro contra as doenças e que se vacinar é a melhor escolha.

Tempo de produção das vacinas


De acordo com a médica epidemiologista Denise Garret, a rapidez na criação de vacinas contra o novo coronavírus não trouxe prejuízos para a segurança das pessoas. "Todas as fases estão sendo cumpridas. Uma vez que a vacina seguiu todos os critérios científicos, não há por que ter medo. As fases pré-clínicas estão sendo encurtadas, mas a fase três está sendo seguida à risca", afirma.

O universitário, Wasim, esclarece em vídeo da plataforma "Todos pelas Vacinas", que as vacinas não foram aprovadas de maneira irresponsável e que apesar da produção de outras vacinas terem demorado entre dez anos ou mais, no caso da Covid-19 os cientistas do mundo todo estão estudando a doença e tentando desenvolver a vacina. Além disso, o estudante diz que muitos governos e empresas estão investindo bastante nas vacinas e devido aos diversos casos de doença é possível testar as vacinas em muitas pessoas e perceber em curto tempo se os participantes do teste foram protegidos com a vacinação ou não.


"Então, com mais cabeças pensando, mais dinheiro, mais casos da doença e, claro, muito mais tecnologia a vacina sai muito mais rápido. Mas, mesmo assim, temos certeza que serão seguras e funcionam porque essas informações são divulgadas abertamente para todos, e todos os cientistas do mundo inteiro tem acesso e liberdade para avaliar a qualidade delas", diz Wasim em vídeo no site Todos pelas Vacinas.

Contra a vacina Covid-19


Da mesma forma que existem pessoas das mais variedades classes sociais e níveis de conhecimento a favor da vacina também existem outras como médicos, políticos, estudantes, entre outras que são contra e não acreditam no poder de imunização que a vacina contra a Covid-19 pode proporcionar.

Vacina pode alterar o DNA


O médico e escritor, Alessandro Loiola, afirma em entrevista para o canal no YouTube, Indo Além, que a vacina pode sim alterar o DNA. Segundo ele há seis tecnologias que são utilizadas para a fabricação de vacinas virais. Entre elas as vacinas com vírus vivo atenuado, vírus inativado e as subunidade, são as mais antigas e também mais usadas. No entanto, Alessandro, ressalta que com a pandemia de Covid-19, os pesquisadores aproveitaram a oportunidade para testar outras três tecnologias que são as de vetor viral, vacinas de DNA, e as de RNA mensageiro.

"A vacina de Oxford, por exemplo, é uma vacina de vetor viral. Essas três tecnologias nunca foram testadas em seres humanos, nunca foram utilizadas em massa. Elas são, talvez, tecnologias do futuro, onde a gente vai ter vacinas muito mais rápidas e eficazes, mas, faltam ainda dados com relação à segurança porque essas três tecnologias para desenvolvimento de vacinas, vacina de vetor viral, vacina de DNA, e vacina de RNA mensageiro, sim, provoca incorporação do material genético que está na vacina no seu material genético", explica o médico, Alessandro Loiola.

Além disso, Alessandro, ressalta que o material genético encontrado na tecnologia das vacinas não é encontrado na natureza. Como exemplo, ele diz que quando uma pessoa pega uma gripe comum o vírus da gripe entra no organismo e o material genético dele influencia no material genético daquela pessoa que acaba produzindo mais vírus. Porém, o médico esclarece que esse material genético do vírus da gripe está presente na natureza há bilhões de anos e o corpo humano acaba vivendo num processo de simbiose com o vírus. Dessa forma, a pessoa tem, mais ou menos, de 7 a 10 vezes mais DNA de vírus e bactérias no seu corpo do que DNA dela mesmo.


Diante disso, Alessandro Loiola, questiona como as pessoas que nunca tiveram contato com esse material genético produzido nas vacinas vão ter este material genético injetado nelas. Ele também traz os seguintes questionamentos:

Isso pode causar algum dano agudo? Você pode morrer com ele, desenvolver uma doença autoimune?

No longo prazo isso pode danificar seu organismo de alguma maneira?

Esse material que foi incorporado no seu DNA, no seu material genético pode ser transmitido pelos seus filhos? Com quais consequências?


Sendo assim, o médico diz que a tecnologia dessas vacinas necessita de uma ou duas gerações para saber se os efeitos gerados vão provocar danos agressivos. E, ainda que o fato de a pessoa não morrer ao tomar a vacina contra a Covid-19 não significa que nada acontecerá ao longo prazo.


A vacina pode ser perigosa


O programa Pingo nos Is, da Jovem Pan, entrevistou o médico toxicologista, Anthony Wong, e ele explica que a vacina chinesa, Coronovac, utiliza o vírus inativado e todas as vacinas com vírus mortos precisa de no mínimo três doses e não duas. "A primeira dose aumenta 50%, a segunda aumenta 70% dos anticorpos, a terceira aumenta 90%, mas, para ter eficácia duradoura precisamos de uma quarta dose depois de um ano...a vacina contra a poliomielite é justamente de vírus inativado a mesma coisa", explica Anthony.

Dessa forma, o médico afirma que é difícil uma única dose como foi dada para 9 mil voluntários em que um terço deles não receberam a segunda dose conseguir comprovar eficácia. Outro ponto que Anthony ressalta é em relação ao tempo que os anticorpos permanecem no organismo, informação que ainda não se sabe.

Além disso, o médico conta que o presidente da maior produtora de vacinas do mundo disse que a pressa para desenvolver a vacina é tão grande que eles estão deixando a cautela e os cuidados de lado e isso é perigoso. "Outro perigo é as pessoas acreditarem que a vacina está protegendo quando não está, e certamente não está pelos números e a porcentagem de pessoas com anticorpos com a primeira e a segunda dose e quem tem coragem de tomar a terceira dose ainda, pensa que está imune quando na verdade não está ou pior, mal imune e pega uma doença pior. Isso aconteceu com a vacina da poliomielite oral, depois que vacinaram todo mundo, descobriram que a vacina causou uma poliomielite pós vacinal que era mais virulenta do que o vírus da pólio", ressalta Anthony Wong.


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Fonte: Todos pelas Vacinas, Correio Braziliense, Indo Além (canal no YouTube) e Pingos nos Is (canal no YouTube)

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