As vacinas contra o novo coronavírus que ainda vão serem disponibilizadas pelo mundo tem dado a população uma sensação de alivio e a esperança para uma erradicação da doença. No entanto, os casos de reinfecção por Covid-19 geram uma certa preocupação sobre o risco de haver uma segunda onda desta enfermidade. Mas, será que realmente existe esta possibilidade?


Aqui no Brasil, no Rio Grande do Sul, houve a confirmação do primeiro caso de retorno da doença em uma paciente o que gera um alerta entre muitos brasileiros. Mas, especialistas não veem a situação como um sinal vermelho. Eles explicam que os casos de reinfecção devem ser vistos como exceções e não como algo comum. Isso porque, em vírus respiratórios como influenza e outros coronavírus, a reinfecção é algo inesperado.

O que faz um caso de coronavírus ser considerado uma reinfecção?


- O principal requisito é a distância entre as duas datas de contágios, que seria de 90 dias ou mais. No caso registrado no Brasil, houve um intervalo de 116 dias.

- Só é considerado caso suspeito de reinfecção a pessoa com dois resultados positivos pelo exame de RT-PCR em tempo real para o vírus SARS-CoV-2 --independentemente da condição clínica observada nos dois episódios. O caso da profissional de saúde, registrado no Brasil, está dentro do requisito porque foram dois resultados positivos para covid-19.

- Outro critério é que seja realizado a técnica de sequenciamento genético do coronavírus. No caso do Rio Grande do Norte, foi verificado que os vírus pertenciam a linhagens diferentes do coronavírus, ambas já haviam sido detectadas no país.


Além desta paciente, há outros cinco casos em investigação. Outros três foram investigados, mas não tinham viabilidade para análise.

Por enquanto, os infectologistas não sabem se as reinfecções são mais ou menos graves do que o primeiro contágio e se elas são mais prováveis de ocorrer depois de um período curto ou de um tempo mais longo.

Entretanto, os médicos esclarecem que os sintomas relatados pelos pacientes com suspeita de reinfecção são leves. Em relação aos casos reincidentes mais graves pode ser que haja outras hipóteses: a exposição a uma carga viral baixa no primeiro contágio poderia gerar uma resposta imune fraca, incapaz de barrar uma nova infecção. Ou então seria a hipótese de que a exposição a uma carga viral maior na reinfecção provocaria sintomas mais severos.

Dificuldades para identificar os casos de reinfecção


Os especialistas ressaltam a possibilidade de que a maior parte dos casos de reinfecção jamais seja identificada, tendo em vista que a maioria das pessoas que contraem covid-19 é assintomática. Ou seja, muitos indivíduos podem se contaminar com o vírus sem saber até fazer o teste.

Para os que testam positivo e apresentam sintomas de Covid-19 pela primeira vez, não é possível assegurar que não tiveram contato com o novo coronavírus antes. Se alguém diagnosticado for curado e for reinfectado, mas não tiver sintomas, pode ser que nunca saiba a não ser que passe por outro teste, apenas por rotina.


Se você atua na área da saúde já cursou a disciplina de microbiologia mas, deseja aprofundar seus estudos e saber mais sobre virologia, saiba que o Incursos tem a pós-graduação certa para você. Matricule-se na especialização em Microbiologia Aplicada ao Laboratório Clínico. Dê um passo à frente em sua carreira profissional e ganhe destaque no mercado de trabalho como um (a) especialista no assunto.


Fonte: UOL

Imagem: 123RF