O choque cardiogênico é caracterizado pela incapacidade do coração de bombear o sangue para outros órgãos, sendo muito comum após um infarto grave com algumas complicações. Essa condição pode matar mais da metade das pessoas internadas por ataque cardíaco. Mas, além do alto índice de mortalidade, um estudo norte-americano notou que nem todos os pacientes recebem o mesmo tratamento e que as mulheres em diversas vezes possuem sintomas subvalorizados e tratamento inadequado.


A pesquisa realizada pela Universidade de Emory, em Atlanta, pegou informações de mais de 90 mil pacientes com esse mesmo problema. Todos tinham entre 18 e 55 anos. Desse número, 20% eram mulheres. Com a análise dos dados, os autores do estudo perceberam que as pacientes do sexo feminino recebiam menos intervenções do que os homens.


Segundo o levantamento realizado, 78,3% das mulheres com sintomas de infarto fazem angiografia, ou seja, o uso de imagem de raio-X para verificar os vasos sanguíneos. Essa porcentagem sobe para 81,4% em homens. Outro fator que há diferença entre os gêneros é a implantação de stents, em que, 59,2% das mulheres possuem stents implantados, enquanto o mesmo tratamento é oferecido a 64% dos homens. Além disso, o estudo observou que a ausência de investimento em tratamentos adequados para as mulheres representa uma economia média de 10 mil dólares por pessoa aos hospitais.


"A pesquisa analisa casos de mulheres jovens. Ainda é comum a suposição médica de que esse grupo não sofra com infartos e por isso não receba a atenção necessária. Muitas vezes as queixas de dor no peito de mulheres são associadas a outros motivos que não o infarto, como por exemplo questões emocionais", explica Sofia Lagudis, cardiologista do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.


Já no Brasil, as doenças cardiovasculares estão afetando cada vez mais mulheres e, atualmente, são a maior causa de mortes, ultrapassando cânceres como o de ovário, mama e útero.


"No caso do choque cardiogênico é importante um atendimento rápido para interromper a condição, contudo muitas dessas ações requerem alta tecnologia e nem sempre ela é oferecida que não é oferecida por todos os hospitais", ressalta a médica.


Classes mais afetadas


Devido ao valor do tratamento e a necessidade de tecnologias egras sofrem mais com comorbidades que favorecem o infarto, como diabetes e obesidade. "Esses são alguns pontos que o sistemuitas vezes indisponíveis, a pesquisa observou que os grupos que mais sofrem com a falta do tratamento correto são aqueles que se encontram em classes mais baixas e, principalmente, mulheres negras.


Por meio dos dados da pesquisa, os pesquisadores perceberam que as mulheres nma de saúde precisa melhorar. Disponibilizando equipamentos de qualidade para todos e prevenindo a morte por conta do choque cardiogênico", disse a médica Sofia Lagudis.

Outro detalhe apontado pela médica é que se torna necessário adaptar alguns tratamentos para melhor atendimento das mulheres, já que elas sofrem com mais sangramentos, que podem ocorrer em uma operação tradicional.


Quem atua na área da saúde sabe o quanto manter os cuidados e a saúde da mulher é algo importante e fundamental. Dessa forma, se você trabalha no campo da biomedicina, Farmácia, Biologia ou Medicina e deseja ampliar seu conhecimento tendo como foco principal o tratamento e atendimento do público feminino, conheça e se matricule na especialização em Citopatologia Ginecológica no Instituto Monte Pascoal. Faça a diferença no mercado de trabalho e se torne referência profissional.



Fonte: Viva Bem

Imagem: 123RF