Visivelmente percebemos que o sangue que surge quando acidentalmente causamos um ferimento é diferente do sangue das mulheres que passam por período menstrual, mas, para além disso também vem o questionamento sobre como o sangue pode contaminar e até causar problemas para outras pessoas. Dessa forma, para responder todas essas questões o Minuto biomedicina entrevistou o biomédico e membro do Conselho Regional de biomedicina 3ª região (CRBM-3), Jhonathan Gonçalves da Rocha. Confira!


1- O que difere o sangue do corpo com o sangue menstrual?


R- Naturalmente, temos no nosso corpo o sangue venoso rico em gás carbônico e o sangue arterial rico em oxigênio. O sangue menstrual também é composto por sangue, venoso e arterial, como um tecido normal do organismo, só que além desse componente temos restos de células que provém da descamação do endométrio do útero. Isso porque, mensalmente, a cada ciclo menstrual o organismo da mulher é preparado para receber a implantação do zigoto que é quando acontece a fecundação, mas, em situações que isso não ocorre o organismo vai eliminar esse preparo uterino através da escamação endometrial.


2- De que forma o sangue pode contaminar outras pessoas?


R- Tanto o sangue menstrual como qualquer outro tipo de sangue, material biológico, secreções biológicas, fezes, urinas, e líquido seminal podem transmitir doença e ser infectante para outros indivíduos caso a pessoa possua alguma doença que é transmitida por secreções corporais. Então, se a pessoa estiver com HIV, hepatite, sífilis, ou outra enfermidade que possa ser transmitida pelo sangue, independentemente de ser menstrual ou não o risco é o mesmo.


3- Quais reações o sangue contaminado pode causar na pessoa que se contaminou?


R- Vai depender do agente causador de doença contido naquele material biológico. Por exemplo, se é a bactéria que causa sífilis a pessoa vai ter manifestações compatíveis com o quadro de sífilis, se for da hepatite as reações vão ser compatíveis com a doença, e assim por diante.


4- Quais procedimentos devem ser feitos com a pessoa que se contaminou através do sangue de outra?


R- Nesses casos, a melhor conduta é buscar um atendimento com um médico clínico ou com um infectologista para que ele possa observar e tomar as decisões necessárias para a situação específica.


5- Há risco de morte em casos de contaminação sanguínea?


R- Dependendo da situação e do que foi vinculado com a amostra de sangue, a pessoa pode ter um quadro de hepatite B ou C e evoluir indo a óbito, ou então contrair o vírus do HIV e ter complicações em decorrência da imunodeficiência, deixando o indivíduo mais vulnerável a contrair outras doenças e ir à óbito. Existe essas possibilidades porque tudo gira em torno do que foi transmitido naquela amostra de sangue.


6- Como podemos evitar este problema?


R- No caso do sangue menstrual é através do descarte adequado do absorvente ou dos produtos utilizados durante o período menstrual. E, em outras situações em que a pessoa pode ter contato com o sangue de outra é sempre pensar no descarte adequado. Por exemplo, nos serviços de saúde nós temos uma legislação que a gente segue para que todo lixo potencialmente infectante seja descartado de maneira correta. Já em casa temos que pensar na questão de organização e higiene mesmo.


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Fonte: Jhonathan Gonçalves da Rocha CRBM-3 4833

Imagem: 123RF