Cientistas realizaram um estudo pela Universidade de Cambridge no Reino Unido e perceberam que as fibras nervosas danificadas dos olhos podem ser regeneradas através de terapia genética. Isso significa que há possibilidade de tratar a doença glaucoma futuramente.

A pesquisa foi publicada na revista cientifica Nature Communications, e mostrou que o gene responsável pela produção da proteína protrudina estimula a regeneração das células e ainda evita que ocorra a morte celular após uma lesão.


Também é importante ressaltar que que essas fibras, que ficam no sistema nervoso, não se regeneram. E isso causa um dano, muitas vezes, irreversível.


O estudo


Os pesquisadores utilizaram uma técnica de terapia genética para elevar a quantidade e a atividade da proteína protrudina no olho e no nervo óptico in vitro. Depois de cultivar as células, provocaram danos nas células nervosas, axônios, e passaram a analisar as alterações por meio de um microscópio.


Com isso, os cientistas observaram que conforme aumentava a quantidade da proteína protrudina nessas células, acontecia uma maior regeneração. Dessa forma, eles concluíram que essa descoberta poderá ajudar a proteger os olhos do glaucoma.


O glaucoma é uma das principais causas de cegueira em todo o mundo. Nossa estratégia se baseia no uso de terapia genética. E assim, é possível que nosso tratamento possa ser desenvolvido como uma forma de proteger os neurônios da retina e contribuir com a sua regeneração", afirma Veselina Petrova, autora do estudo.

Vale frisar que é necessário desenvolver mais pesquisas para que seja possível elaborar tratamentos eficazes para humanos.


O que é a doença glaucoma?


Trata-se de uma doença ocular que prejudica o nervo óptico, responsável por transmitir as informações visuais ao cérebro por meio dos olhos. É por essa razão que a visão é comprometida de maneira gradual, danificando a visão lateral, ou seja, a periférica.


Segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG), o Brasil possui em torno de 1 milhão de pessoas com glaucoma, problema que pode acometer crianças e jovens, sendo mais comum em adultos acima de 40 anos e idosos.


De maneira geral, a doença é assintomática, podendo se desenvolver por meses ou anos sem apresentar sintomas, até que a pessoa comece a perceber alguma diferença na forma como enxerga, como por exemplo, ao olhar para frente, a pessoa tem a visão central mantida, mas, a lateral vai se perdendo.


Qual é a causa?


Por enquanto, não existe uma causa específica para a doença, no entanto a pressão alta intraocular tem relação com grande parte dos casos. Atualmente, o parâmetro de normalidade é de até 21 mm Hg.


Já o aumento na pressão pode ser o efeito da dificuldade de drenagem do líquido ocular, fluido do olho ou humor aquoso. Esse fluido é feito em uma parte do olho denominada corpo ciliar, localizada atrás da íris, e uma de suas atribuições é nutrir o olho.


Para desempenhar seu trabalho, ele flui como um rio para a parte da frente do olho, a chamada câmara anterior. Depois é drenado por estruturas que ficam no ângulo, área onde a córnea e a íris se encontram e onde o líquido é drenado.


Para que tudo funcione perfeitamente e pressão se mantenha em estado normal, é necessário um equilíbrio entre a produção do líquido e sua drenagem. O glaucoma se instala após um tempo prolongado de "sofrimento do nervo", seja por aumento da pressão intraocular, seja pela baixa vascularização.


Esse nervo é importante porque conta com cerca de 1 milhão de fibras nervosas que conectam a parte posterior do olho ao cérebro. O glaucoma causa danos às células desse nervo, o que pode levar à cegueira.


A terapia genética tem avançado e mostrado possibilidades de benefício para o futuro, mas, outro tipo de terapia que traz diversas atribuições para as pessoas que necessitam é a terapia ortomolecular. Por isso, se você atua na área da saúde esse é o momento certo para se capacitar melhor e aprofundar seus conhecimentos nesse assunto. Matricule-se na especialização em Terapia Ortomolecular e Fitoterápica "Ênfase na Prática Clínica" no Instituto Monte Pascoal e faça a diferença no mercado de trabalho.



Fonte: Viva Bem

Imagem: 123RF