Em pleno século XXI era de se esperar que todos os órgãos do corpo humano já fossem descobertos, mas, para a surpresa da ciência pesquisadores descobriram novo órgão localizado próximo a região do cérebro. O oncologista Wouter Vogel e o cirurgião Matthijs Valstar, enquanto desenvolviam uma novo método de exames, descobriram duas novas glândulas salivares.

De acordo com Vogel, até o momento as únicas glândulas salivares ou mucosas da nasofaringe existentes eram microscopicamente pequenas. Ele explicou que até mil dessas pequeninas glândulas podem estar espalhadas pela mucosa. "Então, imagine nossa surpresa quando encontramos [as duas glândulas maiores]. "

Após descobrirem o novo órgão, os cientistas holandeses que trabalham no Instituto do Câncer em seu país, se uniu com outros pesquisadores do Centro Médico Universitário de Utrecht para analisar os órgãos, encontrados na parte posterior da nasofaringe. Com isso, eles elaboraram um estudo, no qual, foi compartilhado no periódico científico Radiotherapy & Oncology.

Os cientistas analisaram 100 pessoas que haviam feito exames de imagem por terem sido diagnosticadas com câncer de próstata em busca das glândulas recém-descobertas, e as encontraram. "Nós as chamamos de glândulas tubárias, em referência a sua localização anatômica", contou Vogel.

Dessa forma, os pesquisadores decidiram investigar se a radiação usada em tratamentos contra o câncer poderia causar complicações ao atingir essas ‘novas’ glândulas. Para isso, se uniram a colegas do Centro Médico Universitário de Groningen e analisaram os dados de 723 pacientes submetidos a tratamentos do tipo e acabaram se surpreendendo.

Segundo a análise realizada, quanto mais radiação fornecida a essas glândulas recém-descobertas, mais complicações os sujeitos experimentaram após o tratamento. Os pesquisadores esperam que seus estudos ajudem a aprimorar o tratamento de câncer, aumentando a qualidade de vida dos pacientes.

"Nosso próximo passo é descobrir como podemos poupar melhor essas novas glândulas e em quais pacientes", conta Vogel. "Se pudermos fazer isso, os pacientes poderão sentir menos efeitos colaterais, o que beneficiará sua qualidade de vida geral após o tratamento. "

O surgimento deste novo órgão também nos faz perceber a importância dos exames de imagem não só para a obtenção de diagnóstico como também para a análise de estudos científicos. Por isso, se você atua na área da biomedicina e deseja ampliar seu conhecimento e agregar valor ao seu currículo profissional, matricule-se na especialização em Tomografia Computadorizada e Imagem por Ressonância Magnética no Incursos. Seja um especialista no assunto e faça a diferença no mercado de trabalho.



Fonte: Galileu

Imagem: 123RF