O estado de Pernambuco recebeu por meio de doação do Ministério da Justiça, um robô com capacidade de reforçar as investigações de crimes sexuais e contra a vida devido a sua agilidade em realizar exames de DNA. O equipamento é um manipulador de líquidos automatizado e trabalha com 84 amostras genéticas simultaneamente. O robô estava na fase de testes no dia 15 de setembro, mas, de acordo com a Polícia Cientifica do estado logo irá analisar casos reais.


Segundo o Ministério da Justiça, o robô instalado no Instituto de Genética Forense Eduardo Campos (IGFEC), aumentará a capacidade do laboratório para a realização de exames periciais com DNA. O equipamento também vai agilizar o tempo de análise das amostras biológicas de pessoas condenadas além de favorecer a inserção dos dados na Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos, do Ministério da Justiça e Segurança Pública.


Sandra Santos, chefe da Polícia Científica de Pernambuco, esclarece que o equipamento manipulador de líquidos vai "abrir uma frente investigativa de solução dos casos no estado". Além disso, ela afirma que o robô é uma revolução que altera a lógica das investigações, e que será possível apontar juntamente com as perícias de DNA e o banco de dados, até mesmo os crimes que não têm suspeito, de forma muito mais rápida e melhor.

A chefe da Polícia Científica também esclarece que antes do equipamento o trabalho manual com o DNA, por exemplo, levava até três dias para ser finalizado, isso levando em conta apenas uma amostra. "Agora, vamos fazer as análises em poucas horas e de várias amostras, ao mesmo tempo", afirmou.

Como o equipamento tecnológico em Pernambuco, os peritos de lá vão passar por um treinamento para que o uso do manipulador de líquidos automatizado seja feito de forma efetiva. Após a capacitação dos profissionais as rotinas dos procedimentos serão mais fáceis e rápidas.


Além de ter o tempo reduzido o uso do robô também terá outras vantagens argumenta Sandra. Ela afirma que o equipamento vai reduzir a margem de erro. "Isso é um grande avanço para o sistema de Justiça.", declara.


Estatísticas


De acordo com dados do Ministério da Justiça, entre 2013 e maio de 2020, a comparação entre material genético coletado em cenas de crime e dados contidos na Rede Integrada de Banco de Perfis Genéticos ajudaram na elucidação de mais de 1.400 investigações criminais no Brasil. Dentro dessa contagem estão crimes como assassinatos e crimes sexuais além daqueles que foram praticados por organizações.


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Fonte: G1

Imagem: 123RF