O câncer de colo de útero é um tipo de tumor maligno que ocorre na parte inferior do útero, região em que ele se conecta com a vagina e que se abre durante o parto. O câncer de colo de útero é o terceiro com mais incidente na população feminina, atrás apenas do câncer de mama e do câncer colorretal, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Incor).


Felizmente, hoje em dia o diagnóstico de câncer de colo de útero é detectado precocemente se for comparado com a década de 70 em que 70% dos casos eram diagnosticados em sua forma mais avançada. Atualmente, 44% são identificados na lesão precursora.


Esse tipo de câncer pode ser classificado em dois tipos: carcinomas de células escamosas em que ocorrem na maioria dos casos e normalmente são ocasionados pela presença do vírus HPV; e adenocarcinomas, no qual, são cânceres de colo de útero menos comuns, mas que também podem aparecer. Em certas situações, há os dois tipos de células cancerígenas em um só caso de câncer de colo de útero.

Geralmente, as causas de câncer de colo de útero ocorrem quando há uma mutação genética nas células da região, que começam a se multiplicar de forma descontrolada. Além disso, essa mutação está relacionada com a presença de alguns tipos de vírus HPV.

O HPV é muito frequente em mulheres, estima-se que 90% delas entrarão em contato com alguma cepa desse vírus ao longo de sua vida, porém apenas alguns tipos do vírus estão relacionados com casos de câncer de colo do útero principalmente os tipos 16 e 18, recorrente em 70% dos casos, mas também os tipos 31, 33, 35 ou 39.

Em torno de 291 milhões de mulheres no mundo são portadoras do HPV, mas somente 32% delas estão infectadas pelos tipos 16, 18 ou ambos. Geralmente o tumor se manifesta a partir de uma lesão percursora, que pode ser causada pelo HPV. Elas são totalmente tratáveis e curáveis, e apenas quando não são tratadas por muitos anos, elas podem agravar e desenvolver um câncer.

Apesar dessas lesões não apresentarem sintomas, são facilmente detectadas nos exames papanicolau, colposcopia e vulvoscopia. A presença do HPV não provoca o câncer de colo de útero, é preciso ter outros fatores de risco para que a doença se desenvolva.

Riscos


Dentre os fatores de risco que podem gerar o câncer de colo de útero estão: início precoce da vida sexual, que aumenta o risco de ter HPV; grande quantidade de parceiros sexuais também aumenta o risco de contrair HPV, presença de outras DSTs, como gonorreia, sífilis, clamídia ou HIV aumentam o risco do HPV; sistema imunológico mais fraco, principalmente em pessoas que tem alguma condição de saúde que interfere em sua imunidade, faz com que o HPV tenha mais chances de se manifestar; tabagismo pode aumentar incidência de carcinoma de células escamosas; uso prolongado de pílula anticoncepcional, ou seja, por mais de 5 anos; histórico de três ou mais gestações; uso de DIU; histórico familiar de câncer de colo de útero. Outros fatores que podem contribuir para esse tipo de câncer são: excesso de peso e baixo consumo de frutas e vegetais.


Sintomas em casos mais avançados


Os casos mais avançados de câncer no colo do útero costumam causar:

Sangramento vaginal seja durante a relação sexual, entre as menstruações ou após a menopausa;

Corrimento vaginal anormal e com coloração e odores diferentes do normal;

Dor na pelve ou durante a relação sexual.

Casos ainda mais avançados podem apresentar sintomas como:

Anemia devido ao sangramento anormal;

Dores nas pernas ou nas costas;

Problemas urinários ou intestinais;

Perda de peso não intencional.

Tratamento


Os tratamentos vão variam de acordo com o estadiamento da tumor, mas, as principais formas de cuidar e tratar o câncer de colo de útero são:

Cirurgia


Na cirurgia os médicos podem retirar o tecido lesionado pelo câncer. Também existe a opção de retirarem o colo do útero e o útero todo, ou seja, a histerectomia simples e também a vagina e os linfonodos da região em casos de histerectomia radical.

A forma como será a cirurgia é escolhida conforme o estadiamento do câncer, quantas áreas foram atacadas, e a vontade que a mulher tem de engravidar, visto que a retirada do útero impede a possibilidade de ter filhos.

Radioterapia


A radioterapia usa radiação para matar as células cancerígenas. Ela pode ser realizada de forma externa ou interna. Na primeira técnica, um raio é aplicado de fora do corpo, já na interna o material da radioterapia é colocado dentro da vagina por alguns minutos.

A radioterapia pode fazer com que a menstruação pare ou com que a menopausa comece antes em mulheres que estão em pré-menopausa.

Já as mulheres que ainda querem engravidar após o tratamento devem conversar com seu médico sobre as formas de preservar a fertilidade após o tratamento.

Quimioterapia


Nesse caso, a quimioterapia pode ser feita como acréscimo à radioterapia ou para diminuir o tumor antes de realizar a cirurgia.


Tratamento para lesões pré-cancerígenas


O médico envolve procedimentos para obter a destruição desse tecido de duas maneiras:


Crioterapia: nela o tecido com células malignas é destruído através de um congelamento. Ela pode ser feita com anestesia local;

Tratamento com laser: o laser também pode ser usado para destruir o tecido com células malignas. A vantagem é que ele pode ser feito no consultório do médico com anestesia local.

Imunoterapia


Imunoterapia para o tratamento do câncer é, de uma forma bem simples, uma maneira de combater o problema utilizando o próprio sistema de defesa do corpo para atacar as células do câncer.

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Fonte: Minha Vida

Imagem: 123RF