O exame de urina é realizado como método diagnóstico complementar desde o século II. É indolor, com coleta simples e resultado rápido, o que o torna muito menos penoso se for comparado com as análises de sangue, que só podem ser colhidas através de agulhas. O exame realizado é importante para fornecer pistas sobre doenças, principalmente sobre problemas nos rins e nas vias urinárias.

A urina que possui sangue, piócitos (pus), proteínas, glicose e várias outras substâncias costumam ser uma dica importante para doenças que podem ainda não estar apresentando sinais ou sintomas muito claros.


Também existem casos em que a urina pode até ter uma aparência completamente normal, mas, isso não significa que ela não possa conter alterações. Além disso, a presença de sangue pode ser apenas microscópica, não sendo possível a sua identificação por qualquer outro meio a não ser através do exame laboratorial da urina.

Algumas pessoas não sabem, mas a urina também pode ser usada para pesquisar a presença de drogas no organismo, sejam elas lícitas ou ilícitas. No entanto, para esse tipo de pesquisa, exames especiais precisam ser solicitados. O exame simples de urina, chamado EAS ou Urina tipo 1, não tem como objetivo fazer doseamentos de drogas ou medicamentos.

As análises de urinas mais comuns são: EAS (elementos anormais do sedimento) ou urina tipo 1, urina 24 horas, urocultura.

Vale ressaltar que o paciente não deve interpretar o exame de urina sozinho, sendo assim é necessário o acompanhamento médico para obtenção dos resultados contidos no exame.


O exame de urina mais simples chamado de EAS, realizado por meio da coleta de 40 à 50ml de urina no pote de coleta. Geralmente é solicitado ao paciente que a coleta seja da primeira urina feita pela manhã, desconsiderando o primeiro jato, porém não é uma regra e pode ser feito com a urina em outro período do dia.


Além disso, essa pequena quantidade de urina desprezada serve para eliminar as impurezas que possam estar na uretra (canal urinário que traz a urina da bexiga). Depois da eliminação do primeiro jato, enche-se o recipiente com o resto da urina.


É importante esclarecer que a amostra de urina deve ser colhida idealmente no próprio laboratório, pois quanto mais fresca estiver, mais confiáveis são os seus resultados. Um intervalo de mais de duas horas entre a coleta e a avaliação pode invalidar o resultado, principalmente se a urina não tiver sido mantida sob refrigeração.

Após a coleta feita pelo paciente o profissional divide o processo de análise da EAS em duas partes. A primeira é feita por meio de reações químicas e a segunda por visualização de gotas da urina pelo microscópio.

Na primeira etapa do processo de avaliação mergulha-se uma fita na urina, chamada de dipstick. Cada fita contém vários quadradinhos coloridos compostos por substâncias químicas que reagem com determinados elementos da urina. Esta parte é tão simples que pode ser feita no próprio consultório médico. Após 1 minuto, compara-se a cores dos quadradinhos com uma tabela de referência que costuma vir na embalagem das próprias fitas do EAS.

Por meio destas reações obtidas e com a segunda etapa do exame microscópico, pode-se detectar a presença e a quantidade dos seguintes dados da urina:

Densidade.

pH.

Glicose.

Proteínas.

Hemácias (sangue).

Leucócitos.

Cetonas.

Urobilinogênio e bilirrubina.

Nitrito.

Cristais.

Células epiteliais e cilindros.

Os resultados do dipstick são qualitativos e não quantitativos, ou seja, a fita identifica a presença dessas substâncias mencionadas acima, mas a quantificação é apenas aproximada. O resultado é normalmente fornecido em uma graduação de cruzes de 1 a 4. Por exemplo: uma urina com "proteínas 4+" apresenta grande quantidade de proteínas; uma urina com "proteínas 1+" apresenta pequena quantidade de proteínas. Quando a concentração é muito pequena, alguns laboratórios fornecem o resultado como "traços de proteínas".

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Fonte: MD Saúde

Imagem: Envato Elements