O Diário Oficial da União (DOU) publicou no final do mês de junho a Resolução n° 320, do Conselho Federal de biomedicina, que dispõe sobre a regulamentação do Biomédico nas atividades de ozonioterapia. A técnica consiste num processo em que é administrado gás de ozônio no corpo para tratar alguns problemas de saúde.

De acordo com o biomédico e Diretor do Conselho Regional de biomedicina da Terceira Região (CRBM/3), Jhonathan Gonçalves da Rocha, apesar do CFBM ter feito a resolução reconhecendo a prática, a atuação não é uma nova habilitação do biomédico, pois, já era prevista para os profissionais da saúde, de forma geral.


No entanto, Jhonathan, esclarece: "É uma vantagem para o biomédico ter o reconhecimento do CFBM porque o profissional fica mais respaldado. Além disso, o tratamento tem aplicação tanto para o profissional da estética como para aplicação de alguns processos patológicos a exemplo de doenças autoimunes. "


A eficiência no tratamento da ozonioterapia está no ozônio que é um gás composto por 3 átomos de oxigênio que tem importantes propriedades analgésicas, anti-inflamatórias e anti-sépticas, além de ter um efeito de melhora da oxigenação dos tecidos, assim como fortalecimento do sistema imune.

As propriedades contidas nessa técnica terapêutica pode ser sugerida no tratamento de problemas crônicos, como artrite, dor crônica, feridas infectadas e atraso da cicatrização, por exemplo. Além disso, vale ressaltar que o procedimento deve ser realizado por um profissional de saúde, aplicando o ozônio localmente ou injetando via intravenosa, via intramuscular ou por insuflação retal, mas, nunca por via inalatória.

Para que serve?


O tratamento da terapia com ozônio age interrompendo processos não saudáveis no corpo, como o crescimento de bactérias patogênicas quando há infecção, ou evitando alguns processos oxidativos, podendo por isso ser usado para melhorar diversos problemas de saúde:

Problemas respiratórios


Como o procedimento realizado proporciona a entrada de maior quantidade de oxigênio no sangue, a ozonioterapia é uma boa sugestão para melhorar os sintomas de quem possui problemas respiratórios, como asma, bronquite e DPOC.


Isso ocorre porque a entrada de oxigênio em maior quantidade no sangue, provoca um aumento na taxa de glicólise dos glóbulos vermelhos, assim como na quantidade de oxigênio liberado para os tecidos. As vias aéreas e a frequência respiratória também aumentam significativamente a resistência.


Distúrbios no sistema imune


A ozonioterapia pode trazer vantagens para as pessoas com o sistema imunológico debilitado, pois, ajudar a tratar doenças como esclerose múltipla, artrite reumatoide ou miastenia gravis, por exemplo, já que estimula e reforça o sistema imune, aumentando o número de moléculas envolvidas na emissão de sinais entre as células durante o desencadeamento das respostas imunes.


Aids


Diversos estudos realizados comprovam que o tratamento com ozonioterapia pode ser utilizado para complementar o tratamento do HIV, o vírus da AIDS, porque facilita a inativação de uma proteína nuclear do vírus, além de ter função como antioxidante e antimicrobiano.

Câncer


Certos estudos também confirmam que o ozônio administrado em uma concentração entre 30 e 55 μg / cc causa aumento na produção de interferon, que é uma proteína produzida para, entre outros mecanismos, interferir na replicação de células tumorais e estimular a atividade de defesa de outras células.

O procedimento realizado também proporciona o aumento do fator de necrose tumoral e interleucina-2, que por sua vez estimula uma cascata de reações imunológicas subsequentes. Além disso, a terapia com ozônio pode ainda ser usada juntamente com a radioterapia e a quimioterapia para reduzir o risco de complicações e aumentar os benefícios para o paciente.

Infecções


O tratamento com ozonioterapia promove a inativação de bactérias, vírus, fungos e parasitas. Nas bactérias atua por meio de um mecanismo que paralisa a integridade do envelope celular bacteriano, levando à oxidação dos fosfolipídios e lipoproteínas.

Em relação aos fungos, o ozônio interrompe o desenvolvimento celular em alguns estágios e nos vírus danifica o capsídeo viral e perturba o ciclo reprodutivo ao impedir o contato entre o vírus e a célula com a peroxidação.

Certos estudos elaborados já demonstraram a eficiência do procedimento de ozonioterapia em infecções como a doença de Lyme, infecções vaginais e até candidíase vaginal ou intestinal.

Problemas na diabetes


Certos problemas na diabetes podem estar ligados ao estresse oxidativo no corpo e estudos realizados demonstram que o ozônio ativa o sistema antioxidante que afeta o nível de glicemia.

É importante frisar que esta terapia também auxilia na circulação sanguínea, e por isso pode permitir a melhora da vascularização de tecidos afetados pela falta de oxigênio produzida pela diabetes. Dessa forma, apesar de ainda não existir estudos com resultados bem comprovados, este tipo de terapia pode ser experimentado para melhorar a cicatrização de úlceras em pessoas com diabetes.

Feridas


Com todos os tipos de tratamentos que a ozonioterapia proporciona o ozônio também pode ser usado para o tratamento de feridas, aplicando o gás diretamente na região afetada. Um estudo in vitro, percebeu que o ozônio é muito eficaz na redução das concentrações de Acinetobacter baumannii, Clostridium difficile e Staphylococcus aureus.

O tratamento também é eficaz em doenças inflamatórias, como artrite, reumatismo, degeneração macular, hérnia de disco, problemas circulatórios, síndrome respiratória aguda grave, em sintomas hipóxicos e isquêmicos e para diminuir o colesterol no sangue. A ozonioterapia também tem sido usada em odontologia, no tratamento de cáries dentárias.


Tratamento


Para realizar o tratamento de ozonioterapia há várias formas de procedimento, um deles é aplicando o gás diretamente na pele, caso se pretenda tratar uma ferida, via intravenosa ou intramuscular. Já para administrar o ozônio pela veia, para tratar outros problemas de saúde, é retirada uma determinada quantidade de sangue que é misturada com o ozônio e depois é administrado novamente na pessoa via intravenosa. Também pode ser administrado via intramuscular, no qual, o ozônio pode estar misturado com o sangue da própria pessoa ou com água estéril.

Além dessas técnicas, também são usadas outras, como a injeção intradiscal, paravertebral ou insuflação retal, em que é introduzida uma mistura de ozônio e oxigênio através de um cateter no cólon.

Efeitos colaterais e quando não usar


Apesar de todos os benefícios proporcionado pelo ozônio o fato de ser ligeiramente instável torna-o um pouco imprevisível, podendo danificar os glóbulos vermelhos do sangue. Por isso, a quantidade usada no tratamento deve ser adequada.

O tratamento com ozônio é contraindicado em casos de gravidez, em pacientes com infarto agudo do miocárdio, hipertireoidismo não controlado, intoxicação alcoólica ou problemas de coagulação, principalmente nos casos de favismo.

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Fonte: Conselho Federal de biomedicina e Tua Saúde e Jhonathan Gonçalves da Rocha CRBM-3: 4833

Imagem: Envato Elements