O adolescente Luca Amorim teve sua perna conservada sem precisar de ser amputada através do procedimento chamado aloenxerto. Luca sofria de Sarcoma de Ewing, um tipo de tumor ósseo que acomete pessoas mais jovens. Para entender melhor como ocorreu todo o processo do paciente, Olavo P. de Camargo, do Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP explica como funciona o aloenxerto conhecido como transplantes de ossos.

"É um osso que não tem vida. Ele [Luca] usa como uma ponte onde as células tronco do paciente que recebe vão entrar nesse osso que era de um cadáver e formar um caro com três ou seis meses...É diferente de um coração que vai batendo no indivíduo como o rim também...Ele não tem antigenicidade, ou seja, o organismo de quem recebe não vai reconhece-lo como um osso de um estranho porque não tem vida e por isso não precisa fazer imunossupressão" esclarece o médico, Olavo P. de Camargo.


Além disso, Olavo comenta que o caso do paciente era complexo porque dependia da resposta à quimioterapia, pois, a doença estava envolvendo todo o fêmur de Luca. O procedimento ocorreu só após a diminuição do tumor e também com todo o procedimento programado como a disponibilização do osso para a cirurgia.


De acordo com o médico, Olavo, 15 dias após a cirurgia Luca voltou a fazer quimioterapia por seis meses para evitar que o tumor fosse para no pulmão. Depois de um ano de tratamento e com a prática de exercícios o paciente foi curado. "Ele vai continuar o crescimento dele até os 15 ou 16 anos e vida normal" comenta Olavo.


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Fonte: G1

Imagem: Envato Elements