Mulheres que fazem uso de uma pílula anticoncepcional por dia e por alguma razão deixa de tomar e acaba recorrendo ao uso da pílula do dia seguinte que é considerado um contraceptivo para ser tomado em casos de emergência está fazendo uma desordem geral em seu próprio organismo.


Unir o contraceptivo de uso diário com o de emergência pode fazer mal à saúde. Uma das causas é a irregularidade menstrual, principalmente se a pílula do dia seguinte for utilizada mais de uma vez no mesmo ciclo menstrual, o que não é recomendável. O contraceptivo só deve ser utilizado em caso de urgência. Sendo assim, não deve ser tomado como rotina e nem mais de uma vez por mês.

A melhor sugestão para quem não se lembrou de tomar a pílula de uso diário ou tomou de maneira errada e deseja prevenir a gravidez é fazer o uso da camisinha durante as relações sexuais.


Além de não ser recomendado a combinação desses dois contraceptivos podem trazer efeitos colaterais para a pessoa que faz o uso como náuseas, vômitos, dores de cabeça e nas mamas e vertigens. O risco de adquirir trombose também pode aumentar além de provocar inchaço e enxaqueca.

Sendo assim, a pílula do dia seguinte só deve ser usada em situações excepcionais com o objetivo de prevenir uma gravidez indesejada após uma relação sexual sem uso de método contraceptivo, falha ou uso inadequado do contraceptivo habitual e em casos de abuso sexual.

A pílula do dia seguinte possui 75% de efetividade, ou seja, pode evitar três de cada quatro gestações que ocorreriam após uma relação sexual desprotegida. Mas, apesar disso, o medicamento não deve ser utilizado de forma planejada, previamente programada, nem substituir um método contraceptivo de forma rotineira.

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Fonte: Diário Gaúcho

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