É importante ressaltar que existem pessoas que possuem uma condição neurológica que somente pode ser identificada por um profissional especializado em analise comportamental, como por exemplo, o transtorno do espectro autista. O Minuto biomedicina destaca o que é, e como compreender os hábitos do indivíduo que tem uma condição neurológica passível de evolução.

Ariane Secundo, graduada em neurociência, aprendizagem e fonoaudióloga, trabalha há 2 anos com análise de comportamento aplicada (ABA), um termo psicológico utilizado geralmente em atendimento às pessoas com autismo, do qual é a área que mais produz conhecimento de intervenção sobre a doença, buscando compreender os hábitos do indivíduo. De acordo com ela, o profissional em ABA tem como objetivo ampliar a capacidade cognitiva de linguagem e vários outros aspectos, no qual reduz por meio de práticas de repetição e esforços positivos, auxiliando o comportamento negativo que possa ocorrer durante o processo de aprendizagem, devido o transtorno do autismo comprometer o desenvolvimento da área de comunicação e interação social.

Segundo a profissional, para que possa ter um desenvolvimento de melhoria no sistema de inclusão, não só para pessoas autistas, mas como outras doenças intelectuais, é necessário ser aplicado treinamentos para professores e educadores sociais, seja na atuação pública ou privada, para que possam lidar com crianças ou adolescentes, até mesmo adultos, em seus momentos de crise e alegria. "É fundamental ensiná-los a entender com mais facilidade as regras e exigências do ambiente que convivem", explica.

Ariane enfatiza sobre os cuidados que se deve ter em momentos de frustração em que o indivíduo possa ter em ambientes públicos, destacando a melhor maneira de lidar com o despreparo.

"Tendo em vista que o déficit se torna aparente em diversos ambientes que a criança frequenta, a participação ativa da família durante a realização dos programas terapêuticos pode ser uma exigência técnica estipulada pelo trabalho terapêutico, em situações de frustrações", relata a profissional.


Ainda de acordo com ela, é fundamental seguir as seguintes orientações:

• Mantenha a calma, não grite, não brigue e não bata, ainda mais se os comportamentos forem os mesmos com frequência;

• Se a criança se jogar no chão ou se colocar em uma situação perigosa, afastar apenas o que lhe oferece perigo, mas ignorar seu comportamento;

• Tente atrair a atenção da criança para algo que seja interessante pra ela e totalmente diferente do que possa ter causado tal situação;

• Manter sempre a mesma conduta quando a criança apresentar esses comportamentos. Nunca ceder! Uma vez ela conseguindo o que quer dessa forma, tentará outras vezes até conseguir novamente. Orientar outras pessoas do convívio da criança;

• Atenção especial para não precisar passar pelos processos rotineiros de segurança dos estabelecimentos;

• Verificar a possibilidade de não permanecer nas filas caso isso seja algo desconfortável para a pessoa.

Para ela, criar campanhas que possam agregar no cotidiano de pessoas que possuem deficiências aparentemente não percebidas é uma força a mais para quem ainda está lutando por um espaço dentro da sociedade. Ao ser perguntada sobre a campanha biomedicina.com.br/postagens/2019/10/18/um-olhar-solidario/" target="_blank"> cordão de girassol , Ariane destaca a relevância de projetos como esse em ambiente social.

"Sem dúvidas é de grande valia em termos contato com medidas como esta que vem sendo adquiridas aos poucos na nossa sociedade, e para que a campanha tenha ganhos no contexto social é necessário que todos pesquisem e se informe melhor sobre o significado da fita, ela irá garantir menos preocupação com a assistência e a segurança das pessoas com transtornos", afirma a profissional.

Por Raquel Lima