Nesta sexta-feira (14 de junho), foi comemorado o Dia Mundial de Doação de Sangue. Esse dia busca homenagear doadores que ajudam a salvar vidas em risco, auxiliando na promoção da saúde. A Jornalista, Bruna Thuany, (22), doadora há 2 anos, mesmo não tendo nenhum vínculo com pessoas com leucemia ou outros tipos de doença, ressalta a importância em se colocar no lugar do próximo e promover o bem.

"É um ato tão simples e que pode salvar tantas vidas, pois todos que são aptos a doarem devem ter consciência que acidentes acontecem e matam centenas de pessoas todos os dias, um dia pode ser você ou alguém da sua família", diz a doadora.

Para a Mestre em Comunicação, Lidianne Porto (25), que tem o sangue O positivo, podendo doar para quase todos os tipos de sangue, relata que, contribui desde de seus 21 anos. Para ela, a dor é o de menos, por ser algo rápido e simples, mas que pode salvar muitas pessoas em riscos, dando-lhes o direito de viver.

"Ouso dizer que faz mais bem a quem doa do que a quem recebe. Os hospitais públicos e privados precisam diariamente, pois os bancos de sangue fazem campanhas pela ausência de estoque e poucas pessoas se cadastram ou saem de casa para doar. Portanto, se cada um fizesse a sua parte, mais pessoas poderiam ser ajudadas", diz emocionada.

Lidianne indaga que sempre teve a vontade de ajudar as pessoas, devido ao fato também de conviver com amigos que tiveram algum parente em estado grave e precisaram de doações. Além disso, a profissional deu um grande passo este ano, de doadora de sangue, também cadastrou-se para ser doadora de medula óssea.

O servidor público, Murilo Garcez, também doador, descobriu recentemente que seu primo está com leucemia, e conta que, apesar de seu familiar ter conseguido vários doadores quando precisou, ainda é preciso fazer ações que engajem cada vez mais as pessoas a fazerem doações.

"A gente sabe de casos de pessoas que precisam de sangue e não tem no estoque. Então as campanhas de sangue são sempre educativas e é de extrema importância para isso. Desde os meus 18 anos eu doei sangue, ou para conhecidos ou mesmo sem ninguém me pedir", afirma Murilo.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 3% a 5% da população de cada país deve doar sangue. Porém, o Brasil está com apenas 1,9% deste dado, ou seja, bem abaixo da meta. De acordo com o Ministério da Saúde, os doadores têm entre 16 a 69 anos de idade, dados confirmados em 2017.

De acordo com o Banco de Sangue Hemolabor de Goiânia, as pessoas que estão aptas a doarem sangue devem seguir os seguintes critérios:

Apresentar um documento com foto emitida por um órgão oficial.

Não ingerir alimentos gordurosos durante 4 horas antes da coleta.

Descansar no mínimo 6 horas nas últimas 24 horas.

Ter entre 16 a 69 anos de idade.

Pessoas com menos de 18 anos podem doar sangue com autorização do responsável.

Ter no mínimo 50kg.

Por último, não menos importante, estar em boas condições de saúde.

Ainda de acordo com o banco de sangue, é claro que em atenção à saúde do doador e quem vai receber, existem restrições para os seguintes casos:

Pessoas com doenças, como por exemplo chagas, malária ou sífilis.[/p [p]Parceiros sexuais de pessoas com soropositivo ou HIV.

Usuários de drogas que compartilham seringas injetáveis.

Pessoas com múltiplos parceiros (as) e que fazem relações sexuais sem o uso de preservativos.

O Banco de Sangue Hemolabor enfatiza os cuidados desde o processo de seleção ao ato de receber a doação. Segundo eles, o banco monitora e rastreia cada processo chamado de ciclo do sangue por meio de um sistema. Tendo a função de cuidar de todas as etapas, desde a triagem, coleta, fracionamento e armazenagem individual de cada componente até a sua liberação de transfusão por meio de código de barras.

Murilo conta que, nos seus primeiros anos de doação, ocorriam mitos sobre doação de sangue, relatando que até mesmo sua mãe acreditava na hipótese de quem doava sangue engordava. Para o centro Hemolabor, estes mitos ainda prevalecem e prejudicam na ação de doação, alegando que mitos como após a transfusão o sangue do doador afina, ou ao fazer a primeira doação terá sempre que se disponibilizar-se, ou como já citado acima que engorda, são apenas mitos. Pois na própria triagem é feito uma avaliação se o candidato está apto a realizar o procedimento. Do sexo masculino, são descartáveis como doadores aqueles que possui hipertensão arterial, em mulheres são mais comuns casos de anemia, ou seja, pessoas em situação de risco.

É importante ressaltar que doar sangue é um ato nobre e solidário, no qual ajuda a salvar milhares de vidas que lutam diariamente e constantemente para sobreviver. Por isso, órgãos responsáveis devem sempre ressaltar a suma importância de doar, criando e auxiliando em campanhas que reforçam na conscientização e ajudem na diminuição da propagação de Fake News em relação aos mitos.


Reportagem: Raquel Lima