Uma nova tecnologia criada por cientistas da University of Pittsburgh School of Medicine, nos Estados Unidos, é a nova esperança para preservar a fertilidade de meninos jovens submetidos a tratamentos contra o câncer.


A técnica envolve o uso de tecido testicular criopreservado para produzir espermatozoides para fertilização in vitro, e a equipe já mostrou que funciona em animais.

De acordo com a publicação no periódico científico Science, os pesquisadores anunciaram o nascimento de um macaco nascido usando essa técnica e ainda afirmaram que o sucesso abre caminho para testes em humanos.

Como o estudo foi feito
• Os cientistas pegaram tecido testicular de cinco macacos rhesus muito jovens para produzir espermatozoides e congelaram os pedaços por um intervalo de tempo de cinco horas a cinco meses.

• Depois, descongelaram o material congelado, recolheram mais amostras frescas e enxertaram-nas em 39 locais sob a pele daqueles macacos, incluindo o escroto e as costas.

• Quando removeram os enxertos, descobriram que todos eles estavam cheios de espermatozoides.

• A equipe então utilizou o esperma para fertilizar 138 óvulos. Cerca de 40% cresceram em embriões em estágio inicial.

• Onze desses embriões foram transferidos para macacos fêmeas e um deles levou ao nascimento de um filhote de macaco, que foi batizado com o nome Grady.

Resultados
O fato de que o tecido ainda era capaz de produzir espermatozoides apesar do processo de congelamento e descongelamento foi fundamental para o sucesso do experimento, e o congelamento de tecido ovariano para preservação da fertilidade já está sendo usado experimentalmente para mulheres e meninas com câncer.

Os cientistas também estão procurando formas de induzir o processo de maturação de espermatozoides ou de óvulos fora do corpo como uma alternativa para enxertar os homens ou colocar o tecido de volta no corpo para as mulheres.


De acordo com os pesquisadores, a equipe iniciou conversas com órgãos reguladores sobre testes em humanos da técnica do tecido testicular para avaliarem possíveis testes em humanos, primeiro em adultos, e depois em crianças. Eles esperam que seu trabalho inspire médicos que tratam pacientes com câncer infantil a falaram mais sobre fertilidade.



Fonte de texto e imagem: vivabem.uol.com.br