A modernização da tecnologia fez com que a medicina avançasse cada vez mais no processo de reprodução humana. Criando métodos que ajudam a realizar o sonho de muitos casais que desejam ter filhos, porém, são impedidos devido um deles ter alguma doença que impede a gravidez.

O método mais conhecido e praticado por muitos casais atualmente é a fertilização In Vitro. De acordo com o Dr. Corival Castro, a fertilização é um processo do qual o médico irá fazer a indução da ovulação da paciente, realizando o acompanhamento da produção e coleta dos óvulos, e no mesmo dia a coleta do sêmen do marido. Estes óvulos e espermatozoides são entregues no laboratório, no qual é feita a fertilização do óvulo pelo espermatozoide, dando origem ao embrião.

"Depois que é formado o embrião, ele se desenvolve cerca de dois a cinco dias, a gente coloca este embrião pronto, transferindo ele de volta para o útero. É a partir daí que conseguimos a gravidez", afirma.

O primeiro passo para quem deseja fazer o procedimento de fertilização In Vitro (FIV) é consultar um especialista de reprodução. Ver qual é o problema que o casal tem, e qual tratamento é mais indicado. Pois o profissional precisa saber se o casal tem alguma doença que possa interferir no tratamento.

"Tudo começa por meio da consulta, as vezes tem que ser feito outros tratamentos antes de realizar o procedimento de fertilização In Vitro. As vezes o casal precisa corrigir algum problema de saúde, fazer alguma cirurgia para depois realizar o procedimento", afirma.

O procedimento é feito em laboratório completo de reprodução assistida, utilizando microscópio, manipuladores, incubadoras e aparelhos de ultrassonografia, ou seja, é uma clínica inteira equipada para o tratamento de reprodução. Segundo o Dr. Corival, o paciente na maioria das vezes não sente nada em relação aos efeitos colaterais, mas pode ter casos que o paciente possa ter dores, distensão abdominal, porém, normalmente não tem efeitos colaterais após o procedimento.


O tratamento tem em torno de 15 dias de duração, podendo iniciar todo o processo novamente, caso tenha dado algo errado na primeira tentativa. Para Corival, tudo que envolve tratamento médico pode ter algum risco. " Na maioria das vezes não acontece nada, mas pode ocorrer de a paciente ter distúrbios, acidentes ou parar na UTI. Não existe nada na medicina que seja isento de risco", explica.


Raquel Lima

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