O cientista, Leonardo Jose Silva, da escola de Agricultura Luiz de Queiroz, na Universidade de São Paulo, em Piracicaba, realiza uma pesquisa sobre a descoberta de uma bactéria que pode ajudar a combater o câncer. A pesquisa é feita na Gramínea Deschampsia, localizada na Antártica, no período de fevereiro de 2014 a julho de 2018.

O pesquisador Silvio, viajou com um grupo de historiadores em 2014, no qual coletou uma amostra de bactérias, colocando-as em saquinhos plásticos herméticos, e armazenando-as em um ultrafreezer, a 80º grau. O local da pesquisa é importante para a produção de substâncias biotecnológicas, devido ao local ter condições ambientais extremas, ter pouca influência humana, baixo fluxo gênico, entre outros fatores.


As bactérias encontradas pelo pesquisador possuem substâncias cinerubina B e actinomicina D, identificadas pelas linhagens CMAA 1527 e CMAA 1653, responsáveis por serem antitumorais. O resultado obtido pela pesquisa é importante para a contribuição cientifica no pais, pois cada 100 mg de actinomicina D tem o valor de aproximadamente de R$ 14 mil.

Para o pesquisador, a identificação do antitumoral compostos em células de canceres realizadas em laboratório, é o primeiro avanço para o progresso de um novo medicamento de uso clinico. "Todo em vista que apenas duas linhagens descobertas foram exploradas, e temos mais 15 outras produtoras de compostos anticâncer sem qualquer informação adicional, tendo como principal interesse estuda-las, em busca de novos compostos bioativos", relata.

A finalidade desta pesquisa é desenvolver o tratamento para o câncer, tendo uma expectativa de vida maior para os enfermos. Pois essa bactéria tem como principal objetivo reduzir o glioma, considerado um tipo de câncer no cérebro, na medula espinhal, mama e pulmão.


Fonte : BBC

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