Pesquisa da Universidade de Manchester, nos Estados Unidos, demonstra que micro-organismos em baixas densidades populacionais sofrem mais mutações.

Bactérias que vivem "sozinhas", ou seja, em baixas densidades populacionais, são mais vulneráveis a mutações e, portanto, tornam-se mais resistentes a antibióticos, demonstra pesquisa.

Para chegar a essa conclusão, cientistas analisaram 70 anos de dados e mais de 500 mutações de bactérias.[/P]

A partir da análise, eles demonstraram que bactérias que vivem mais próximas a outras mutam menos que aquelas que vivem em grupos mais dispersos.

A pesquisa foi realizada na Universidade de Manchester, nos Estados Unidos, e publicada na revista científica "PLos".

Pesquisadores da mesma equipe também já demonstraram que a E.coli, bactéria comum no organismo humano, também está dez vezes mais propensa a sofrer mutações quando em baixas densidades populacionais.

O risco das "superbactérias"

As mutações analisadas pelos pesquisadores foram justamente aquelas relacionadas à resistência a medicamentos.

A pesquisa abre caminho para uma melhor compreensão da resistência aos antibióticos, com potencial para a descoberta de terapias mais eficazes para combater o aumento de "superbactérias".

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), se a resistência a antibióticos continuar a subir, 10 milhões de pessoas podem morrer a cada ano até 2050.

Fonte: G1


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