Estratégia usa material genético do tumor como 'guia' para encontrar mutações na corrente sanguínea. Teste poderá detectar tumores não visíveis em exames de imagem. Só que isso está para mudar. Os pesquisadores transformaram um simples exame de sangue em uma nova forma de fazer diagnóstico. Tumores, mesmo nos estágios iniciais, liberam partículas de DNA no sangue. Agora, essas pistas genéticas estão sendo identificadas com alta precisão.


Pesquisadores do Centro Kimmel para o Câncer, da Universidade Johns Hopkins (EUA), estão desenvolvendo um exame de sangue para detectar o câncer com precisão. A partir de fragmentos de DNA, o teste identificou a presença de tumores em mais da metade dos 138 participantes da pesquisa.

Nesses indivíduos, o exame conseguiu identificar tumores de câncer colorretal, de mama, de pulmão e de ovário. A pesquisa, realizada em sangue e amostras de tecido tumoral, recrutou 200 pessoas nos EUA, Dinamarca e Holanda.

O estudo foi publicado na "Science Translational Medicine". A estratégia, ainda em estudo, não é nova na medicina e mais pesquisas estão buscando o teste. No começo do mês, pesquisa publicada na "Nature Communications" conseguiu prever a metástase do câncer de mama.

Para desenvolver o teste, cientistas se baseiam em alterações de DNA encontradas em amostras de tumores biopsiados de pacientes. Depois, os tumores funcionam como "guias" para os erros genéticos que eles devem procurar no sangue.

A tarefa é complexa, segundo pesquisadores, pela necessidade de diferenciar entre as verdadeiras mutações derivadas de câncer e as alterações genéticas normais que ocorrem nas células do sangue. Ao detectar o câncer em estágio inicial, a chamada biópsia líquida pode aumentar as chances de cura e sobrevida. Segundos os pesquisadores, o novo exame deve estar disponível para pacientes em um prazo de dois a cinco anos..

Fonte: G1


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