Estudo britânico mostrou que dormir muito ou pouco tem impacto na obesidade. Pesquisadores da Universidade de Glasgow, na Escócia, descobriram que padrões de sono anormais podem aumentar o risco de aumento de peso para quem é geneticamente predispostos à obesidade. Pessoas que dormiam demais estavam com quatro quilos além do peso considerado normal e aqueles que dormiam menos pesavam quase dois a mais.

Ou seja, dormir muito ou dormir pouco, se você tem casos de obesidade na família, pode ser um fator de risco. "No entanto, a influência das características adversas do sono sobre o peso corporal é muito menor naqueles com baixo risco de obesidade genética – essas pessoas parecem ser capazes de ‘escapar’ dos maus hábitos de sono, de certa forma", salienta Jason Gil, médico do Instituto de Ciências Médicas e Cardiovasculares, no Reino Unido, à BBC News.

O efeito negativo foi observado independente da dieta ou de fatores sociodemográficos dos participantes, segundo a equipe de pesquisa. "Parece que as pessoas com alto risco genético para a obesidade precisam tomar mais cuidado com fatores de estilo de vida para manter um peso corporal saudável.


Nossos dados sugerem que o sono é outro fator que deve ser considerado, juntamente com dieta e atividade física", reitera Carlos Celis, um dos especialistas. O estudo, publicado no American Journal of Clinical Nutrition, é o primeiro a examinar as interações de hábitos de sono e genes com obesidade.


A maioria das pessoas requer sete ou oito horas de sono para funcionar bem e que não dormir o bastante noite após noite pode comprometer a saúde, podendo até mesmo encurtar a vida.

Da infância à velhice, os efeitos do sono inadequado são capazes de afetar profundamente a memória, aprendizado, criatividade, produtividade e estabilidade emocional, bem como a saúde física.

Segundo especialistas do sono da Faculdade de Medicina da Universidade de Pittsburgh e do Western Psychiatric Institute and Clinic, entre outros, diversos sistemas corporais são afetados de forma negativa pelo sono inadequado: coração, pulmões, rins, apetite, metabolismo e controle de peso, função imunológica e resistência a doenças, sensibilidade à dor, tempo de reação, humor e função cerebral.

O sono ruim também é um fator de risco para a depressão e abuso de substâncias, principalmente entre pessoas com transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), de acordo com Anne Germain, professora adjunta de psiquiatria da Universidade de Pittsburgh. Quem sofre de TEPT costuma reviver o trauma quando tenta dormir, o que mantém o cérebro em um estado elevado de vigilância.


Fonte: Veja


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