Cientistas da Universidade de Milão, na Itália, acreditam que raros glóbulos brancos do sistema imunológicos, conhecidos como células-T, poderiam ser programados para parar a formação de células cancerígenas por anos. As informações são do portal de notícias britânico The Independent.

A pesquisa é parte do desenvolvimento do campo de imunoterapias contra a doença — que desenvolve tumores a partir do sistema imunológico. Os pesquisadores acreditam que esse pode ser o futuro do combate à doença.

Apelidado de "droga viva", o tratamento se basearia em monitorar as células do corpo a partir de células tumorais cancerosas, que poderiam ser destruídas.

A professora Chiara Bonini, uma das idealizadoras da pesquisa, explica o porquê da escolha das células-T.

— As células-T são um remédio vivo e têm potencial para ficar em nosso corpo por toda a vida. A memória é a principal característica positiva dessas células.

Ou seja, na prática, as células-T — devido ao potencial de memória — "se lembrariam" do câncer, e estariam prontas para destruí-lo antes mesmo de ele se manifestar.

O processo para o desenvolvimento de uma "vacina" envolveria encontrar essas células-T e modificá-las geneticamente, a fim de atacar as células cancerosas.

A equipe por trás dos resultados analisou dez pacientes com câncer que receberam transplantes de medula óssea — infundidos com células-T rastreáveis. Depois de 14 anos, os cientistas descobriram que um pequeno número de células ainda estava circulando nos fluxos sanguíneos dos pacientes.

A pesquisa foi apresentada na reunião anual da Aaas (sigla em inglês para Associação Americana para o Avanço da Ciência). O imunologista britânico professor Daniel Davis, da Universidade de Manchester, disse que essas células-T foram descobertas pela primeira vez em 2011, e têm sido estudadas desde então para possíveis criações de vacinas e tratamentos.

— A imunoterapia tem um grande potencial para revolucionar o tratamento do câncer, e esse estudo mostra que tipos de células-T podem ser manipuladas para aumentar a longevidade. O tratamento implicaria infusões dessas células geneticamente modificadas, que forneceriam uma resposta imune duradoura contra o câncer em uma pessoa.

Fonte: R7

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