A rubéola é uma doença infectocontagiosa caracterizada por manchas vermelhas — denominadas exantemas —, que surgem inicialmente no rosto e atrás das orelhas e se espalham por todo o corpo. Atinge adultos e crianças, mas, assim como o sarampo e a caxumba, faz parte das chamadas doenças comuns da infância.

Apesar de se tratar de uma infecção benigna, a rubéola costuma ser grave em sua forma congênita, ou seja, quando passada da mãe para o feto durante a gravidez, especialmente se a mulher se contamina no primeiro trimestre da gestação. Isso porque, no feto, a doença pode provocar malformações como surdez, problemas visuais, alterações cardíacas e distúrbios neurológicos.

Causas e sintomas

Com exceção das manchas vermelhas, que duram cerca de três dias e desaparecem sem deixar sequelas, o quadro da infecção pelo vírus da rubéola se assemelha muito ao de uma gripe, cursando com sintomas como aumento dos gânglios linfáticos — as populares ínguas —, dor de cabeça, prostração, coriza, febre baixa, dores articulares e musculares e dificuldade para engolir. Convém ponderar que, em muitos casos, essas manifestações podem ser muito leves ou mesmo nem aparecer.

Um vírus da família dos togavírus é o agente causador da rubéola, instalando-se nas pessoas pelas vias respiratórias, mais precisamente pela aspiração de minúsculas gotas de saliva ou de secreção nasal de indivíduos contaminados.

Entre o contato com o vírus e a manifestação dos sintomas costuma haver um intervalo de 15 dias, no qual a doença fica incubada. A rubéola é transmissível durante um bom tempo. É possível contrair a infecção de uma pessoa contaminada desde cinco dias antes das primeiras manifestações até 10 dias depois de aparecer os exantemas. Bebês que nascem com a doença podem transmiti-la por até um ano.

Diagnóstico

Existe a possibilidade de diagnosticar a rubéola clinicamente, só com um exame físico e com a análise dos sintomas. Mas, devido à semelhança da infecção com várias outras doenças exantemáticas, ou seja, que cursam com manchas vermelhas, seu diagnóstico preciso exige um teste laboratorial para pesquisar a presença de anticorpos contra o vírus, ou sorologia para rubéola, no sangue da pessoa que apresenta a suspeita.

Tratamento

A rubéola é também uma doença autolimitada, contra a qual o próprio organismo se defende. Assim, o tratamento requer apenas analgésicos, para aliviar as dores, e antitérmicos, para baixar a febre, até que o quadro se reverta naturalmente. De toda forma, convém permanecer em repouso no período mais crítico da infecção, logo que os primeiros sintomas surgem.

A rubéola pode ser prevenida por meio de vacinação. Em geral, as crianças costumam receber essa imunização juntamente com as vacinas contra o sarampo e a caxumba, na chamada tríplice viral, que deve ser aplicada em duas doses, a primeira entre 12 e 15 meses e a segunda entre 4 e 6 anos.

Para ajudar a diminuir a circulação do vírus, adultos não-imunes têm indicação de ser vacinados, sobretudo as mulheres em idade fértil. Quem planeja engravidar, contudo, deve cuidar para que haja um intervalo de, pelo menos, 30 dias entre a imunização e a concepção.

A aplicação da tríplice viral não pode ser feita durante a gestação nem em estados de imunossupressão — como na vigência de aids ou após transplante de órgãos.

Fonte: Fleury Medicina e Saúde

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