O Departamento de Saúde de Nova York relatou, o primeiro caso de transmissão sexual de zika de mulher para homem.

A doença é transmitida mais frequentemente pelo mosquito Aedes aegypti, mas a transmissão sexual já tinha sido comprovada. No entanto todos os casos reportados até o momento foram transmitidos por homens. Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), este é o primeiro caso documentado de transmissão sexual de zika de mulher para homem.

A transmissão ocorreu no dia que a mulher voltou à Nova York de uma viagem a uma região com transmissão ativa de zika e teve uma relação sexual sem proteção com seu parceiro.

Ela teve febre, vermelhidão e dores no corpo no dia seguinte e buscou tratamento. O homem, que não tinha viajado, desenvolveu os sintomas sete dias depois e também foi diagnosticado com zika.

A transmissão sexual, contudo, já havia sido relatada anteriormente. Todos os casos reportados até então foram transmitidos por homens. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), este é o primeiro caso documentado de transmissão sexual de zika de mulher para homem.

Segundo o órgão, o contágio ocorreu no dia que a mulher voltou à Nova York de uma viagem a uma região com transmissão ativa de zika e teve uma relação sexual sem proteção com seu parceiro. Ela teve febre, vermelhidão e dores no corpo no dia seguinte e buscou tratamento. O homem, que não tinha viajado, desenvolveu os sintomas sete dias depois e também foi diagnosticado com zika.

A nova evidência é última reviravolta de uma epidemia viral que continua a surpreender os cientistas ao redor do mundo. Estima-se que somente 20% dos infectados tenham a manifestação clínica dos sintomas. Ainda assim, casos assintomáticos também correm risco de complicação pelo vírus.

Cientistas sugerem que o zika vírus pode ser transmitido por sexo oral e até mesmo pelo beijo – embora esta última possibilidade seja mais remota. Tais possibilidades passaram a ser avaliadas após o relato de um caso relatado em um artigo publicado esta semana no periódico científico New England Journal of Medicine, de uma francesa que teria contraído a doença após realizar sexo oral em seu parceiro.

A francesa, de 24 anos, teria apresentado sintomas de zika após praticar sexo oral em seu parceiro. O homem, de 46 anos, tinha acabado de voltar de uma temporada no Brasil e havia apresentado sintomas da infecção – febre, dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo – enquanto ainda estava no país.

De acordo com o casal, antes dos sintomas da doença aparecerem na parceira, eles tiveram sete relações sexuais que envolveram sexo vaginal sem ejaculação e sexo oral com ejaculação.

Fonte do conteúdo e da imagem: VEJA