Também conhecida como papeira ou parotidite, a caxumba é uma moléstia infecciosa altamente contagiosa que afeta as glândulas salivares, sobretudo a parótida, e também as glândulas submandibulares e sublinguais, todas próximas dos ouvidos. Faz parte das chamadas doenças comuns da infância, pois acomete, principalmente, crianças e adolescentes em idade escolar, dos 5 aos 16 anos.

Existe a possibilidade dos rapazes infectados desenvolverem também inflamação dos testículos, denominada orquite, mas, ao contrário do que se diz, é muito incomum a doença causar esterilidade. Entre as garotas, uma parcela está igualmente sujeita a ter inflamação dos ovários, a ooforite.

A caxumba pode, ainda, atingir o pâncreas e o sistema nervoso central, provocando processos inflamatórios que, contudo, evoluem de forma benigna.

Causas e sintomas

A doença causa inchaço aparente e dor nas glândulas salivares, além de grande dificuldade para mastigar e engolir alimentos. O sintoma doloroso atinge o pico por volta do terceiro dia de infecção, diminuindo progressivamente depois disso.

Como qualquer outra infecção, a caxumba provoca um quadro característico, composto de dor de cabeça, dores musculares, fraqueza, mal-estar, febre e calafrios. Nos casos de orquite, os testículos incham e ficam doloridos e, nos de ooforite, há dor abdominal e até sangramento vaginal.

O causador da caxumba atende pelo nome de paramixovírus e é transmitido por via respiratória, mais precisamente pela inalação de gotículas do espirro ou da tosse de pessoas contaminadas. Entre o contato com esse agente infeccioso e o surgimento do inchaço nas glândulas salivares, geralmente decorre um período de 14 a 21 dias. A transmissão pode ocorrer antes da manifestação dos sintomas pela pessoa contaminada, até aproximadamente uma semana depois que o quadro se instalou.

Inicialmente, é possível que apenas um lado das glândulas seja afetado, mas, passados alguns dias, o outro lado também acaba inflamado.

Diagnóstico

A caxumba costuma ser diagnosticada no consultório, com um exame clínico. A confirmação da doença pode ser feita por meio da realização de exames de sangue para identificar a presença de anticorpos contra o paramixovírus e, assim, excluir a hipótese de outras enfermidades que se manifestam de forma semelhante.

Tratamento

O tratamento de uma criança ou de um adulto com caxumba visa, apenas, a aliviar os sintomas com o uso de analgésicos e antitérmicos, pois o próprio organismo se encarrega de combater a infecção, formando anticorpos específicos contra o vírus da doença. De qualquer modo, recomenda-se repouso até a melhora dos sintomas, boa higiene bucal e alimentação líquida ou semi-sólida, que são mais fácil de engolir.

A caxumba pode ser evitada por meio da vacinação contra o vírus que a provoca. Em geral, as crianças costumam receber essa vacina juntamente com as de sarampo e rubéola, a chamada vacina tríplice viral, que deve ser aplicada em duas doses, a primeira entre 12 e 15 meses e a segunda entre 4 e 6 anos. Adultos que não foram infectados pelo vírus da caxumba na infância ou na adolescência têm indicação de ser imunizados, com exceção de gestantes e imunodeprimidos graves.

Fonte: Fleury Medicina e Saúde

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