A prática de exercício reduz o risco de males cardiovasculares mesmo em dose abaixo da recomendada pelas autoridades sanitárias, revela um novo estudo.

O trabalho, publicado pelo Colégio Americano de Cardiologia, analisou diversos artigos científicos publicados em vários lugares do mundo sobre como a atividade física impacta a saúde do coração.

Os cientistas, liderados pelo pesquisador Michael Scott Emery, contabilizaram quantos dos pacientes analisados pelas pesquisas atendiam os requisitos mínimos de atividade física. As diretrizes nos EUA recomendam ao menos 150 minutos por semana de atividade moderada ou 75 minutos de atividade intensa.

Nos EUA, metade da população atende aos requisitos mínimos, mas mesmo aqueles que ficam abaixo do limite obtém algum benefício, indicou o estudo.

"O maior benefício é simplesmente a prática do exercício, independentemente da intensidade, e o risco [de males cardiovasculares] tem dois lados: não se exercitar nada ou praticar exercício com intensidade demais e sem preparo adequado", afirmou Valentin Fuster, do Colégio Americano de Cardiologia.

No estudo da entidade, porém, não foi encontrado um limite a partir do qual a dose de atividade física passa fazer mal. No cenário geral, quanto mais exercício as pessoas faziam, maior era a correlação com saúde cardiovascular.

Para os autores, isso é um sinal de que a falta de exercício é um problema de saúde pública imensamente maior do que o excesso de esporte.

"A evidência disponível deveria estimular clínicos a recomendarem com veemência exercício leve e moderado para a maioria de nossos pacientes", afirmou Michael Scot Emery, um dos autores do trabalho. "Igualmente importantes são iniciativas para promover a saúde da população como um todo por meio de atividade física ao longo da vida, pois ela regula o comportamento da infância à vida adulta."

Fonte: Globo.com