A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou que o vírus zika vai se espalhar por todo o continente americano. Segundo a organização, Canadá e Chile são as únicas duas exceções. De maio até agora, 21 países do continente haviam registrado ocorrências do vírus.

A OMS considera que a falta de imunidade natural no continente seria um dos fatores para que o vírus se espalhe tão rapidamente. "O vírus zika continuará a avançar e provavelmente alcançará todos os países e territórios na região onde mosquitos Aedes são encontrados", afirma a organização.

O braço da OMS nas Américas (a Organização Pan-Americana de Saúde, a OPAs) confirmou ainda que o vírus zika foi encontrado em amostras de sêmen. A organização estuda um possível caso de transmissão sexual da doença.

Durante reunião do comitê executivo da entidade, em Genebra, a diretora Margaret Chan afirmou que o possível vínculo entre a infecção de grávidas e o nascimento de bebês com microcefalia "é motivo de preocupação", apesar de ainda não comprovado.

Repercussão internacional sobre o zika

Corriere della Sera

Destaca que quatro italianos tiveram zika nos últimos dez meses e fala sobre o registro de casos na Europa. O jornal lembra ainda que os Estados Unidos fizeram um alerta para que grávidas evitem viagens para o Brasil durante o carnaval e também durante os Jogos da Rio 2016. A União Europeia também fez a recomendação.

The New York Times

Destaca o alerta da OMS sobre a possibilidade de o surto do zika atingir todos os países da América, menos o Chile e o Canadá. O jornal traz ainda uma reportagem que fala sobre as inspeções que estão sendo realizadas em todas as instalações Olímpicas, e que El Salvador recomendou que as mulheres só engravidem em 2018.

Huffington Post

Fez uma espécie de 'guia ilustrado' da história do zika. A reportagem lembra que já foram registrados casos nos Estados Unidos e na Europa, mas lembra que eles vieram de pessoas que estiveram nos países com risco de contaminação, e não necessariamente que o vírus chegou nessas regiões.

El País

Dá destaque ao alerta feito pela OMS sobre a possibilidade de o vírus se espalhar por todo o continente americano, e fala sobre a recomendação da União Europeia para que grávidas evitem viajar para as regiões afetadas. Uma reportagem especial foi feita em Salvador para mostrar o drama das mulheres grávidas que tiveram o vírus.

Le Monde

Já o jornal francês afirma que o surto de zika reabriu o debate sobre o aborto no país. Uma reportagem feita pela correspondente de São Paulo conta a história de uma mulher que decidiu fazer um aborto clandestino após descobrir que estava com zika. A mulher estava grávida de 12 semanas — o equivalente a três meses.

Washington Post

Traz uma reportagem sobre a procura de roupas que são resistentes às mordidas de mosquitos para bebês. A fábrica, que fica em Londrina, produz uma linha de vestimentas de algodão que liberam citronela. A procura é tão grande que a fábrica está com problema para entregar os pedidos.

Fonte: O Globo