Dúvidas sobre o câncer de próstata são comuns entre homens e até entre as mulheres preocupadas com seus familiares. Por isso, Dr. Gustavo Guimarães, Chefe do Núcleo de Urologia do A.C.Camargo Cancer Center, respondeu algumas das dúvidas mais frequentes sobre o tema.

O aumento da próstata tem relação com o câncer?

Mito. É natural a próstata crescer com a idade. Em alguns casos, pode crescer mais do que o esperado. Há até casos de pessoas jovens, com cerca de 40 anos, que podem ter próstata excepcionalmente grande. Os principais fatores para o aumento benigno da próstata são o próprio envelhecimento e os níveis de testosterona. A maioria dos homens com mais de 60 anos, aliás, tem a próstata maior do que quando eram jovens. Mas nada disso interfere no risco de câncer na região.

A vasectomia afeta o risco de câncer de próstata?

Mito. Já foram produzidos diversos estudos e pesquisas sobre o tema e a grande maioria informa que não há associação entre vasectomia e câncer de próstata.

Histórico familiar pode aumentar o risco da doença?

Verdade. Os principais fatores para o desenvolvimento do câncer de próstata são o envelhecimento e a hereditariedade. Para quem tem histórico familiar, é recomendável fazer o exame de toque retal a partir dos 45 anos, cinco anos antes de quem não tem casos da doença na família.

O ritmo da atividade sexual afeta o risco do câncer de próstata?

Mito. Apesar de alguns estudos recentes terem analisado a possível associação entre o câncer de próstata e a frequência das relações sexuais e a quantidade de parceiras, ainda não foi possível obter nenhum tipo de confirmação. O desenvolvimento da doença está relacionado a alguns aspectos comportamentais, como alimentação e prática de exercícios físicos, mas não parece ter ligação com a atividade sexual.

Homens de origem afrodescendente têm mais risco de desenvolver tumor na próstata?

Verdade. Provavelmente por uma questão genética, os afrodescendentes têm uma tendência maior de desenvolver câncer de próstata e apresentar tumores mais agressivos. Anteriormente, pensava-se que era devido à maior dificuldade de acesso ao tratamento por parte dos pacientes com esse perfil. Pesquisas britânicas e americanas, porém, comprovaram que esse não é o fator preponderante. Por isso, é recomendável que os afrodescendentes façam os exames de toque retal mais cedo, a partir dos 45 anos.

Fonte: A.C.Camargo Cancer Center