Técnica age na proteína CCR5, utilizada pelo vírus para invadir e infectar as células. C-C recetor quemoquina tipo 5 também conhecida como CCR5 é uma proteína que nos humanos é codificada pelo gene CCR5. CCR5 é membro da família de recetores beta quemoquina das proteínas das membranas integrais. O alelo CCR5delta32 resulta numa proteina que fica presa à membrana do retículo endoplasmático e não consegue se alojar na membrana plasmática. Como essa proteína é o sitio primário de ligação do vírus HIV com as células T, sem o receptor exposto na membrana o vírus não consegue infectar a célula, tornando a pessoa com esse alelo em homozigose imune ao HIV. Quando em heterozigose o desenvolvimento da doença é mais lento.

Pesquisadores do Instituto de Pesquisa da Criança em Seattle, nos Estados Unidos, desenvolveram um novo método de engenharia genética para combater infecções causadas pelo vírus HIV. O estudo foi publicado na revista científica Science Translational Medicine.

O método consiste em modificar geneticamente uma proteína chamada de CCR5, localizada na superfície das células T, que são anticorpos do sistema imunológico. Essa proteína é utilizada pelo vírus HIV para invadir e infectar as células. Usando a técnica de edição de genoma, os cientistas desenvolveram uma enzima direcionada para a proteína CCR5, juntamente com um adenovírus (vírus que tem DNA), usado para entregar uma nova sequência de DNA à célula.

A ação da enzima, chamada de nuclease ou "tesoura molecular", sobre a CCR5 provoca um mecanismo natural de reparo da célula, que usa o novo gene levado pelo adenovírus como modelo para substituir aquele que foi "cortado" e formar uma nova sequência de DNA.

Os pesquisadores afirmam que a nova ténica é mais precisa e eficaz do que as anteriores, que se limitavam a "desativar" o gene. O método também poderá ser utilizado no futuro para combater o câncer, doenças imunológicas e para aumentar a tolerância em transplantes.

As manipulações genéticas foram feitas em células humanas testadas em camundongos. Ainda não foram realizados testes em seres humanos.

Fonte: Zero Hora