A escarlatina é uma infecção contagiosa causada pela bactéria Estreptococos do grupo A, e se caracteriza principalmente por dores na garganta, febre e machas vermelhas na pele, acometendo principalmente crianças e adolescentes.

A escarlatina era considerada uma doença muito grave no século passado, porém atualmente é de fácil diagnóstico e tratamento, principalmente após a descoberta da penicilina. A bactéria Estreptococos libera toxinas, desenvolvendo erupções cutâneas vermelhas. Entre os principais sintomas estão a febre e dor de garganta.

A escarlatina leva a uma imunidade parcial nos portadores da doença, porém isso não previne contra a infecções por outros tipos de estreptococos. Nem todas as pessoas infectadas por estreptocos do grupo A desenvolvem a escarlatina. No entanto pessoas infectadas, mesmo assintomáticas, podem transmitir a doença.

Transmissão

A infecção pode ser transmitida de uma pessoa doente para outra saudável por gotículas de saliva (tosse, espiro) ou contato com secreção nasal. O contato direto com objetos contaminados por essas gotículas e posteriormente levando as mãos aos olhos, boca ou nariz também é considerado fonte de infecção. A higienização adequada das mãos é um importante controle da prevenção e propagação da doença.

A transmissão também ocorre por meio do compartilhamento de alguns itens de uso pessoal ou alimentos (porém, com menor frequência). Assim, compartilhar objetos de uso pessoal como copos, talheres e pratos de pessoas doentes ou sem a devida higienização, também pode transmitir a infecção. A contaminação por contato direto com feridas de pessoas infectadas pelo estreptococo do grupo A também é possível.

Sintomas

O período de incubação da doença é variável, mas em geral leva de 2 a 5 dias. Inicialmente os pacientes apresentam um quadro clínico baseado nos sintomas mais comuns (febre, inflamação da garganta e dores no corpo). Os sinais clássicos da escarlatina são pequenas erupções na pele de cor avermelhada, que apresentam uma textura levemente áspera. As machas aparecem primeiramente na cabeça, pescoço ou peito, e se estendem por todo o corpo. Outro sinal clássico é a língua avermelhada e inchada com aspecto de framboesa. Os pacientes também podem apresentar dor abdominal, calafrios, febre, dores de cabeça e musculares, glândulas inchadas no pescoço, mal-estar, inflamação de garganta, náuseas e vômito. Ao final do período de infecção, os pacientes apresentam descamação na pele que dura alguns dias.

Complicações graves

As complicações graves como infecção de pele, febre reumática, abcessos na garganta, artrites, glomerulonefrite, meningite entre outras, podem ocorrer quando o diagnóstico e tratamento não são realizados na fase inicial e de forma adequada.

Diagnóstico

O diagnóstico da escarlatina muitas vezes é realizado em consulta médica e apresenta uma sintomatologia clássica podendo ser observada por exames físicos. Quando disponível, o médico também pode realizar o diagnóstico por meio de amostra da garganta coletada com swab (teste rápido para Streptococos). A detecção de estreptococos em amostra respiratória, pesquisa de anticorpos anti-estreptolisina O (ASLO), assim como a solicitação do hemograma para observar o aumento de glóbulos brancos (leucócitos e eosinófilos) também podem ser solicitados.

Tratamento

Por se tratar de uma doença bacteriana, assim que a escarlatina é diagnosticada o médico receitará o uso de antibióticos (penicilina ou eritromicina). Siga corretamente o uso do medicamento conforme descrito na receita. Medicamentos para dor de garganta também podem ser solicitados, quando necessário. Recomenda-se manter o paciente em repouso até o termino do tratamento e final dos sintomas.

Prognóstico

Com tratamento adequado, o prognóstico para os pacientes acometidos pela escarlatina é favorável.
Para evitar qualquer tipo de complicação grave, deve-se atentar ao correto tratamento e se assegurar que não há mais nenhum sinal de manifestação principalmente em crianças.

Prevenção

Evitar o contato direto com pessoas infectadas por se tratar do maior meio de contaminação. Ao dividir o mesmo espaço com doentes ou ao cuidar de pessoas infectadas, tome os devidos cuidados para não se contaminar diretamente com essas pessoas, e nem por meio de objetos compartilhados sem a devida higienização.

Fonte: Gazeta de S. Paulo