O sangue é composto de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos, plasma e plaquetas. As plaquetas ajudam no controle de sangramentos e parte delas pode ser doada sem causar prejuízo algum à saúde do doador. O processo que permite a separação e a coleta específica de plaquetas chama-se aférese.

O procedimento de coleta de plaquetas por aférese consiste na retirada do sangue total do doador, separação dos componentes por meio de centrifugação, retenção de parte das plaquetas e retorno dos demais componentes do sangue para o doador. Todo o processo dura cerca de 90 minutos.

A doação de plaquetas beneficia muitos pacientes, especialmente aqueles em tratamento para leucemias e outros tipos de câncer, os submetidos a transplante de medula óssea, a cirurgias cardíacas, as vítimas de trauma, dentre outros. Pode ser realizada a cada 72 horas, não ultrapassando 24 doações em 12 meses. A reposição das plaquetas pelo organismo é rápida e ocorre em torno de 48 horas.

Existem muitas dúvidas e mitos relacionados à doação de plaquetas. Veja abaixo perguntas e respostas sobre a doação de plaquetas.

Para que servem as plaquetas?

As plaquetas são componentes que participam do processo de coagulação do sangue, ou seja, auxiliam a estancar sangramentos. A diminuição na quantidade de plaquetas (ou alteração em sua função) pode, portanto, predispor a sangramentos, e a transfusão de concentrado de plaquetas é uma das formas de minimizar o risco de hemorragia.

Como é feita a doação de plaquetas?

O concentrado de plaquetas pode ser obtido tanto de uma doação de sangue convencional quanto por aférese, com a diferença de que esta última permite a coleta de uma quantidade muito maior de plaquetas (equivalente a seis doações de sangue).

A doação automatizada (também chamada de doação por aférese) é realizada utilizando-se um equipamento contendo um circuito descartável e estéril no qual o sangue circula, as plaquetas são separadas e armazenadas numa bolsa.

Os outros componentes do sangue são devolvidos ao doador. Uma solução anticoagulante é usada para evitar a formação de coágulos durante a doação. O sangue do doador circula exclusivamente dentro do circuito descartável e estéril, não entrando em contato com o equipamento.

A doação de plaquetas é igual à doação de sangue?

Não, a doação de plaquetas por aférese tem uma duração maior (cerca de 90 minutos) e necessita de um equipamento de aférese com um circuito descartável e estéril acoplado. Nessa doação, coletam-se apenas as plaquetas, e os demais componentes sanguíneos retornam ao doador.

A doação de plaquetas é igual a uma hemodiálise?

Não, a hemodiálise é feita com equipamentos diferentes e com a finalidade de tratamento de um paciente com problemas renais.

Por que preciso doar sangue antes de doar plaquetas?

A doação de sangue prévia é recomendada, para que seja verificado se o doador apresenta veias de calibre adequado para a doação por aférese. Além disso, permite a obtenção de resultados negativos e recentes dos testes de triagem sorológica, minimizando a chance de perda do produto coletado por alteração num desses testes.

Qual a quantidade de plaquetas que é retirada?

A doação por aférese diminui a contagem plaquetária em cerca de 30% quando comparada aos valores pré-doação, o que não causa efeito deletério ao doador.

Preciso ter compatibilidade sanguínea com o paciente que vou doar plaquetas?

A compatibilidade é recomendada, sempre que possível.

Meu sangue não pode ficar na máquina sem ter que voltar para mim?

Não. O retorno do sangue é necessário para que seja coletada a quantidade adequada de plaquetas. Além disso, se o sangue ficar retido no equipamento pode haver queda da pressão e da hemoglobina.

Por que o tempo de doação é mais longo?

Porque a separação e coleta das plaquetas ocorrem durante a doação e, para o equipamento coletar a quantidade adequada, é necessário um tempo maior de doação.

Quem pode doar plaquetas?

Os mesmos requisitos exigidos para doação de sangue também são aplicados para a doação de plaquetas por aférese. Entretanto, é necessário que o doador seja avaliado previamente quanto às condições de acesso venoso necessárias para a realização do procedimento. A correlação peso e altura do doador também deve ser avaliada. Além disso, o doador não deve ter feito uso de aspirina, AAS ou anti-inflamatórios não hormonais nos cinco dias que precedem a doação.

Fonte: Fundação Pró-Sangue | Hospital Israelita Albert Einstein