Receber, aos 39 anos, o diagnóstico de uma doença crônica e progressiva, sem cura e com alto potencial incapacitante, provoca um profundo impacto na vida dos pacientes. Essa é a idade média em que os brasileiros com artrite reumatoide têm sua enfermidade identificada, derrubando o mito de que a doença está relacionada apenas aos idosos, segundo uma pesquisa inédita com 3.649 pacientes realizada pelo Instituto Nielsen em 13 países, incluindo o Brasil, a pedido da Pfizer.

No auge da vida produtiva, o paciente de artrite reumatoide passa por perdas profissionais importantes, relacionadas à necessidade de redução das horas trabalhadas e à aposentadoria precoce. A doença, de natureza inflamatória e autoimune, afeta as articulações, causando rigidez, deformidade articular e desgaste ósseo, podendo incapacitar os pacientes até mesmo para ações cotidianas.

Na pesquisa do Instituto Nielsen, 35% dos 324 brasileiros ouvidos disseram que a doença abalou sua vida profissional, obrigando 14% deles a se aposentar. Outros 17% pediram demissão, uma taxa superior à média global dos países envolvidos na pesquisa, que foi de 10%. Além disso, 16% tiveram de trocar de trabalho.

O levantamento integra a RA NarRAtive (Rheumatoid Arthritis), uma iniciativa internacional da Pfizer em parceria com um painel global de médicos e organizações de paciente. "O objetivo é identificar as dificuldades dos pacientes em relação ao tratamento e conhecer melhor os impactos da doença", diz o diretor médico da Pfizer Brasil, Eurico Correia.

Tratamento

Em relação ao tratamento, o levantamento indicou que 67% dos entrevistados desejam dispor de mais opções de medicamentos. Sete em cada dez querem mudar algo nos remédios existentes, como a eficácia no alívio dos sintomas (29%) e o número de eventos adversos (24%).

A Pfizer acaba de trazer ao Brasil uma nova classe de medicamento para artrite reumatoide. Administrado por via oral, Xeljanz (citrato de tofacitinibe) tem um mecanismo inovador que age dentro das células, inibindo a janus quinase, uma proteína importante nos processos inflamatórios da enfermidade. Trata-se do primeiro tratamento oral do tipo DMARD (medicamentos modificadores do curso da doença) para a enfermidade dos últimos 10 anos e está indicado para adultos com artrite reumatoide de moderada a grave, que tiveram intolerância ou não responderam às terapias com outros DMARDs.

Fonte: PR Newswire