A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) cobrou do Governo do Distrito Federal (GDF) um plano de ações para combater a proliferação das superbactérias na rede de saúde. De acordo com dados passados pelo GDF para a imprensa local, mais de 200 pacientes teriam a bactéria KPC no organismo, dos quais 107 desenvolveram a infecção. O governo confirma quatro mortes.

O secretário de Saúde do DF, João Batista de Sousa, afirmou ao GLOBO que os dados foram fornecidos pela equipe dele, mas alegou que não estavam corretos. Em seguida, a assessoria de imprensa do DF emitiu nota afirmando que os números "se referem a uma estimativa mas que não traduz com precisão a realidade da rede". E acrescentou que "os dados ainda estão sendo compilados".

Três tipos de bactérias resistentes foram identificadas na rede hospitalar do DF: KPC, enterococcus e acinetobacter. De acordo com a Secretaria de Saúde, oito pacientes estão isolados nos hospitais de Santa Maria, Sobradinho, Taguatinga e Guará, que são cidades do DF, próximas de Brasília. Mas há um número maior de pacientes sendo monitorados.

A Anvisa pediu um plano de ações, com base em protocolo nacional existente, para controlar a situação. Representantes do Ministério da Saúde acompanharam o encontro, onde foram discutidas estratégias usadas pelos governos do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul em casos semelhantes. Houve uma primeira reunião da Anvisa com o GDF em abril para tratar do tema, mas de lá para cá a proliferação das bactérias resistentes aumentou.

As quatro idosas que morreram, em um espaço de seis dias, estavam internadas no Hospital Regional de Taguatinga (HRT). O primeiro óbito, de uma mulher de 70 anos, ocorreu em 28 de maio, por enterococo. Em 31 de maio, uma paciente de 80 anos morreu com a mesma bactéria e uma de 79 não resistiu à KPC. Em 2 de junho, a vítima foi outra mulher de 79 anos, com enterococo.

Fonte: O Globo