O estudante de engenharia elétrica-eletrônica da Universidade de Pernambuco (UPE) Caio Guimarães, desenvolveu em 2014 durante um estágio no Wellman Center (laboratório de Harvard e do Instituto de Massachusetts) dois equipamentos capazes de irradiar em tecidos humanos uma luz em uma frequência capaz de matar em uma hora microrganismos imunes ao tratamento comum. Trazendo com isso, a possibilidade de tratar e curar infecções causadas por bactérias multirresistentes.

Caio tem apenas 23 anos e participou do programa Ciência sem Fronteiras. Lá tomou parte da pesquisa patrocinada pelo exército norte-americano para encontrar meios de eliminar a bactéria Acinetobacter baumanni, encontrada em ferimentos de soldados no Iraque e resistente a vários antibióticos. Antes da sua chegada ao grupo de cientistas, estes já haviam concluído que certas frequências de luz visível eram capazes de atacar o DNA de bactérias, eliminando-as. Fato testado em ratos, onde exterminaram a infecção nestes em 62 minutos.

Então, Caio desenvolveu uma espécie de lanterna portátil, com lâmpadas de LED calibradas para irradiar uma frequência exata de luz, que é visível e sem efeitos colaterais ao ser humano. Ele também criou uma microagulha biodegradável para guiar a luz da fonte externa para dentro dos tecidos humanos, em áreas lesionadas mais profundas. A agulha pode ser absorvida pela pele e é hipoalergênica.

Os dispositivos ganharam prêmios da Universidade de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos. Caio retomará as pesquisas com os professores do Instituto de Ciências Biológicas da UPE. Os protótipos serão testados em colônias de bactérias encontradas em hospitais do Brasil, associadas aos casos de sepse (infecção generalizada). O estudante espera tornar sua técnica disponível para uso público, apesar do uso da fototerapia não ser regulamentada no Brasil.

Com esse estudo e tecnologia, Caio entrou na lista da revista americana de economia Forbes como uma das 30 personalidades brasileiras de até 30 anos mais influentes do país

Fonte: Diario de Biologia