O que você prefere: Colonoscopia desconfortável ou uma colher de iogurte?  Pesquisadores americanos estão trabalhando na substituição de procedimentos invasivos, por uma porção de iogurte e um teste de urina para melhorar o diagnóstico precoce do câncer de colo retal.

A colonoscopia é um exame que permite ao médico analisar o revestimento interno do intestino grosso e parte do delgado, correspondente ao reto e ao cólon. Hoje, ela é tida como um dos principais métodos de rastreamento do câncer de cólon e reto. O procedimento é realizado com ou sem anestesia. Na preparação é necessário fazer restrições alimentares e um preparo específico onde o cólon passa por uma limpeza que permitirá a realização do procedimento. O exame consiste na introdução de um tubo flexível (colonoscópio) introduzido pelo reto, alcançando o intestino grosso. O procedimento dura, em média, 15 a 60 minutos, e, é extremamente desconfortável.

Como alternativa à esse procedimento, pesquisadores desenvolveram um novo tipo de nano partículas sintéticas capazes de interagir com as células cancerosas no corpo de um paciente, tendo como resultado final a produção de biomarcadores. Estes, vão aparecer na urina do paciente, e detectadas a partir de um exame simplificado, permitindo que os médicos possam diagnosticar as células cancerosas logo no início de sua proliferação. O procedimento é considerado simples e indolor ao paciente, ao contrário da colonoscopia.

Como funciona esse novo exame? O paciente ingere uma colherada de "iogurte" contendo as nano partículas sintéticas e, algum tempo depois, a urina é coletada para verificação da presença ou ausência de biomarcadores No primeiro momento, a técnica necessitava do uso de instrumentos laboratoriais que investigavam a urina para localizar os marcadores reveladores. No segundo momento, foi desenvolvido um teste de urina em papel – semelhante ao que é usado para gravidez. Até o momento, esse teste foi realizado em ratos para detecção do câncer no colo-retal e, também, fibrose hepática.

Os pesquisadores estão empenhados em descobrir como obter suas nano partículas em uma pequena quantidade de iogurte. Ao invés de adicionar os biomarcadores de nano partículas no iogurte, eles pretendem modificar as bactérias presentes neste alimento para produzir as nano partículas por conta própria.

Os pesquisadores estão formando uma nova empresa que será capaz de comercializar esse novo produto que já está pronto. O foco são os países em desenvolvimento, onde poucas pessoas são testadas para cânceres devido ao custo dos procedimentos de triagem existentes.

Fonte: Diario de biologia