A disfunção erétil, também conhecida como impotência, é a incapacidade de manter uma ereção. Ela é extremamente comum: estima-se que metade dos homens entre 40 e 70 anos a tem em algum grau. O problema pode ser gerado por uma grande variedade de motivos, que podem ir desde o estreitamento de vasos sanguíneos que vão para o pênis até pela ansiedade ou depressão.

Ela é uma disfunção que atinge muitos homens há milênios, e graças à medicina moderna, existem muitos bons medicamentos para este problema no mercado. Infelizmente , eles não são perfeitos e nem sempre resolvem a impotência, fazendo os pesquisadores realizarem uma busca de resultados em outras substâncias. Dessa vez, eles podem ter descoberto o tratamento em um lugar inesperado: veneno de aranha.

Proveniente da agressiva aranha armadeira (Phoneutria nigriventer), comum em território brasileiro, a promissora molécula ainda não foi testada em seres humanos, embora uma pesquisa da Universidade Católica da Coreia indicou que ela pode melhorar a função erétil em ratos, o que levanta a possibilidade do uso em humanos.

Como a impotência pode ser causada por uma série de causas diferentes, o tratamento deve ser orientado considerando a origem, logo, pode ir desde tratamentos psicológicos até medicamentos como o Viagra, que melhor. Por outro lado, alguns destes medicamentos podem apresentar efeitos colaterais indesejados, como visão borrada ou sangue na urina.

Os cientistas descobriram o medicamento em potencial por volta de 2000, enquanto era realizado um estudo sobre o impacto da picada da Phoneutria nigriventer, popularmente conhecida como armadeira. Entre os sintomas relatados, alguns homens afirmaram ter tido ereções anormalmente longas. Após examinar o composto em laboratório, os cientistas foram capazes de isolar a proteína PnTx2-6.

A equipe testou a PnTx2-6 em ratos que possuíam disfunção erétil por lesões nos nervos que facilitam a ereção. O resultado? A proteína não só restaurou consideravelmente o fluxo sanguíneo, mas também impediu um maior desgaste muscular.

Fonte: Novo cientista