O exame de densitometria óssea é o melhor método para o diagnóstico de osteoporose, para a avaliação do risco de fraturas osteoporóticas e para acompanhar os resultados do tratamento. A densidade do osso é responsável por cerca de 70% da resistência a fraturas e por esta razão a avaliação da densidade mineral óssea é muito útil.

A osteoporose é uma doença que leva à fragilidade dos ossos, aumentando muito a susceptibilidade a fraturas. As fraturas osteoporóticas mais frequentes ocorrem na coluna vertebral, no quadril e nos ossos do punho.

O exame de densitometria óssea é rápido, indolor e envolve doses de radiação mínimas, semelhantes à que se recebe durante um voo intercontinental.

Rotineiramente, as regiões estudadas são o colo do fêmur (osso da coxa, na região do quadril), pois neste local as fraturas estão relacionadas às complicações mais graves, e as vértebras lombares (na coluna), onde a perda é maior e mais rápida após a menopausa. Essas duas regiões geralmente são suficientes para refletir o que acontece em todo o esqueleto. Para realizar o exame, não é necessário nenhum preparo especial.

Apesar da osteoporose ser um problema mais frequente em mulheres que entraram na menopausa, é uma doença que pode ocorrer em ambos os sexos e em qualquer idade. Vários são os fatores que podem levar a uma menor formação óssea e/ou a uma acelerada perda óssea, contribuindo para o aparecimento da osteoporose.

Nesse sentido, o conhecimento dos fatores de risco para o desenvolvimento dessa doença é muito importante para sua prevenção, diagnóstico e tratamento.

Quais são os fatores de risco?

Quanto maior a idade, maior o risco de apresentar osteoporose em ambos os sexos. Estudos americanos revelam que uma em cada três mulheres americanas brancas apresentam osteoporose após a menopausa, devido à queda dos níveis do hormônio estrógeno. A eventual queda dos hormônios sexuais no sexo masculino também pode levar à doença.

Outros fatores de risco incluem antecedente familiar de osteoporose, baixo peso, menopausa precoce, doenças crônicas que tenham acometido jovens dos 10 aos 18 anos de idade (fase mais importante para a aquisição de massa óssea), dieta pobre em leite e derivados, tabagismo, alcoolismo, sedentarismo, hipertireoidismo, hiperparatireoidismo, doenças renais, hepáticas e pulmonares crônicas, câncer, doenças intestinais de má absorção e uso prolongado de corticosteroides.

Quais são as consequências da osteoporose?

A osteoporose é uma doença cujos sintomas podem passar despercebidos durante muitos anos. Isso explica porque muitos casos são diagnosticados numa fase mais adiantada da doença. Quando sintomática, a osteoporose está associada a perda de altura, deformidade da coluna vertebral e dor. Esta última geralmente já é indicativa de uma fratura.

A fratura osteoporótica ocorre geralmente com traumas mínimos. A mortalidade no primeiro ano após uma fratura de fêmur em um idoso pode chegar a 20%, e metade desses pacientes não voltarão a andar sem auxílio, perdendo sua autonomia.

Qual a ingestão ideal de cálcio para evitar-se a osteoporose?

A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que crianças de 1 a 10 anos devem ingerir cerca de 1 g de cálcio ao dia; dos 11 aos 18 anos, que é a fase crítica de ganho de massa óssea, cerca de 1.200 mg; e adultos, 800 mg. Grávidas, mulheres que estão amamentando e idosos devem ingerir 1.200 mg.

O cálcio está presente basicamente no leite e seus derivados. Por exemplo, um copo com 200 ml de leite integral ou desnatado contém a mesma quantidade de cálcio, que é 240 mg. Uma fatia média de queijo fresco contém 205 mg de cálcio.

Qual atividade física é recomendada para quem tem ou para quem quer evitar a osteoporose?

A atividade física estimula a formação óssea e fortalece a musculatura e, conseqüentemente, o esqueleto. Recomenda-se que a criança e o adolescente tenham uma vida bem ativa, independente do esporte que venham a praticar.

Aos adultos, são indicados exercícios com peso e de impacto, como correr, caminhar e pedalar. A hidroginástica pouco ajuda como única atividade física preventiva, pois o treinamento na água elimina a força da gravidade. No entanto, para pessoas com osteoporose e limitação de movimentos ou sequelas de fraturas, a hidroginástica pode ser um bom exercício, pois ajuda a melhorar a força muscular e o equilíbrio.

A doença tem tratamento?

Atualmente, além da reposição hormonal, existem medicamentos capazes de conter a perda óssea e diminuir o risco de fraturas. Mas, além do tratamento medicamentoso, o diagnóstico precoce, a mudança de hábitos de vida e o controle de outras doenças que provocam perda óssea, são todos fatores importantes na evolução da osteoporose.

O que mais pode ser feito para prevenir a ocorrência de fraturas em quem já tem osteoporose?

Cerca de 90% das fraturas em idosos ocorrem no próprio domicílio. Desta forma, algumas medidas são extremamente úteis e importantes, como evitar pisos e tapetes escorregadios, não andar pela casa no escuro, descer escadas sempre apoiado no corrimão, usar sapatos adequados, ter apoios no chuveiro e utilizar bengala ou andador, quando necessário.

Fonte: Fleury Medicina e Saúde