A Entomologia constitui um campo amplo e diversificado de pesquisas que incluem os artrópodes que interagem com diversos aspectos da vida e atividades humanas e produtos derivados delas, como alimentos, habitações e construções, saúde e meio ambiente. Entre as divisões da Entomologia, é na Entomologia Forense que ocorre a interação entre a artropodologia e o sistema judicial.[p/][p]Pode-se dizer que a Entomologia Forense é a ciência que aplica o estudo dos insetos e outros artrópodes a procedimentos legais. É dividida em três áreas principais focadas em temas que freqüentemente são alvos de litígios.

A Entomologia Urbana concentra, principalmente, as controvérsias relacionadas a cupins, baratas e outros grupos de insetos que ocorrem em ambientes criados pelo ser humano. Ações públicas ou particulares por incômodos e prejuízos, envolvendo insetos como moscas provenientes de currais e outros locais de criação de animais domésticos, são alvos desta parte da Entomologia Forense.

Na área da Entomologia de Produtos Armazenados e Alimentos, as disputas ocorrem por infestação de artrópodes ou partes destes em alimentos e outros produtos armazenados. Restos de insetos em cereais matinais, lagartas em vegetais enlatados e larvas de mosca em sanduíches são exemplos de casos comuns na área de produtos armazenados. Ocasionalmente, consumidores tentam fraudar restaurantes e empresas "plantando" insetos ou partes de insetos em produtos adquiridos previamente. A resolução destes casos requer parecer do entomologista forense.

A Entomologia Médico-Legal ou Médico-Forense é mais comumente conhecida como Entomologia Médico-Criminal devido à ênfase que é dada à utilidade dos artrópodes na solução de crimes que freqüentemente envolvem violência. Aborda elementos que envolvem morte de humanos, como os processos de decomposição dos cadáveres, busca de evidências a serem utilizadas durante julgamento de suspeitos e para dirimir dúvidas. Pode também ser empregada na resolução de casos de morte de não-humanos como gado e espécies protegidas.


Fonte: Instituto Biológico