As crioaglutininas são anticorpos capazes de aglutinar hemácias humanas. Acredita-se que sejam formadas após exposição a microrganismos que apresentam grupos antigênicos semelhantes aos encontrados nas hemácias. Esses anticorpos necessitam da presença de complemento para sua reação.

Ocorrem na população normal em títulos de até 1/32. Em condições normais, exigem refrigeração para que ocorra a reação com as hemácias. Essas crioaglutininas apresentam-se elevadas em diferentes situações, como nas infecções por Mycoplasma pneumoniae, influenza, mononucleose infecciosa, doenças do colágeno, artrite reumatóide e linfomas. Quando em altos títulos, podem, raramente, aglutinar hemácias em temperaturas próximas às corpóreas, podendo levar à anemia hemolítica. A presença das crioaglutininas pode interferir na avaliação do grupo sangüíneo, na prova cruzada para transfusões, em análises hematológicas e em reações imunológicas.

A prova da crioaglutinina é utilizada para o diagnóstico de infecções pelo Mycoplasma pneumoniae. Não é específica, porém apresenta-se positiva em 34 a 68% dos pacientes com a infecção. Títulos iguais ou maiores do que 1/128, na presença de quadro clínico compatível, podem confirmar o diagnóstico. Em casos duvidosos, recomenda-se uma segunda dosagem, depois de 10 a 15 dias.

Fonte: Ceaclin