Fotografia Forense
[p]Quando se trata da apresentação de elementos comprovatórios na justiça penal, a tarefa requer que o perito fotográfico utilize máquinas fotográficas reflex com rolo de filme, porque as câmeras fotográficas digitais modernas podem ser recusadas pelos juízes, porque essas fotos são mais fáceis de serem adulteradas. Mas permitem que as fotos digitais sejam usadas quando as fotos da cena não sejam suscetíveis a serem alteradas.

No trabalho de laboratório, a aplicação da macrofotografia e a reprodução dos aumentos para demostrar conceitos, é uma das contribuições mais importantes para a criminalística.

Evolução: Do século XIX aos nossos dias

A origem da fotografia policial data do século XIX quando se tornou necessário retratar os delinquentes. Com o passar do tempo, a fotografia foi incorporada como outro elemento na investigação dos crimes, junto com outras áreas como a acidentologia, a balística e o laboratório químico. Hoje, se incorporou à tarefa do perito fotográfico a gravação em vídeo da cena do crime. O que permite, mediante a utilização de um software de edição de vídeos, o estudo minucioso das imagens e a seleção e captura de detalhes reveladores para os processos judiciais.

Fotógrafos forenses: Especialização

Quem quiser ser um perito fotográfico deverá fazer um curso técnico (não é uma formação com diploma universitário). Uma condição básica, além de diploma de ensino médio, é ter uma grande paixão pela fotografia e, acima de tudo, um "estômago especial". Não são poucas as ocasiões em que o perito encontrará na cena do crime uma imagem saída de alguns dos filmes mais truculentos. Por isso, essa carreira não é para qualquer pessoa.

Fonte: Discovery Brasil