Pesquisadores americanos descobriram uma proteína que promove a geração de anticorpos e pode ajudar no desenvolvimento de uma vacina contra a malária.

A proteína, chamada de PfSEA-1, mostrou potencial contra as formas mais severas da malária, uma doença que mata mais de 600 mil pessoas a cada ano no mundo, especialmente crianças na África subsaariana. A PfSEA-1 foi vinculada à geração de anticorpos e à redução do volume do parasita em diversas crianças e adultos em áreas da África onde a malária é endêmica, destaca o estudo publicado na revista americana Science.

Ratos de laboratório expostos à proteína em uma vacina experimental apresentaram redução dos níveis de parasitas no sangue.
A proteína poderá ser agregada ao grupo limitado de antígenos utilizados em potenciais vacinas contra a malária, destacam os cientistas responsáveis pelo estudo no Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas.

As populações que vivem em áreas onde a malária é comum geralmente desenvolvem respostas imunológicas naturais que limitam o número de parasitas no sangue e evitam febre alta e sintomas severos.
Os pesquisadores basearam seu estudo em amostras de sangue de crianças de dois anos provenientes da Tanzânia que eram resistentes ou suscetíveis à malária.

Após uma década de avanço significativo no combate à malária na região amazônica, para reduzir as mortes fora da área endêmica o Brasil precisa agora investir no diagnóstico imediato da doença. A avaliação é do chefe do Laboratório de Pesquisa em Malária do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e presidente da Federação Internacional de Medicina Tropical e Malária, Cláudio Tadeu Daniel-Ribeiro.

Fonte: R7 Notícias